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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O advento dos media digitais e da comunicação mediada por computador
levantou novas questões acerca da natureza e da actividade das audiências. Assim, este
estudo de caso, tem como objetivo avaliar a participação dos telespectadores através dos
sites de redes sociais (SRS), nomeadamente o Facebook e o Twitter, nos programas The
Voice, da emissora norte-americana NBC; A Voz de Portugal, da estação estatal
portuguesa RTP; e The Voice Brasil, da Rede Globo. O modelo de programa televisivo,
concebido na Holanda, é divulgado pelos criadores como o mais interactivo do género
no mundo. Essa afirmação instigou a investigadora a estudar e questionar aspectos sobre
a participação dos telespectadores.
Na análise, são abordadas questões como: qual o papel dos telespectadores; se a
utilização das redes sociais online promove um maior nível de participação; se os
telespectadores/utilizadores são ativos nos SRS; quando e quantos posts são feitos nas
páginas dos programas; se há interação entre pares e telespectadores-produtores
(media); qual a freqüência de atividade nessas páginas ao longo do tempo; qual a
relação entre os episódios do programa e a atividade registada nos SRS. Com um olhar
guiado pelos preceitos de Jürgen Habermas e outros autores importantes, como Henry
Jenkins e Daniel Dayan, questiona-se a comunicação estabelecida entre telespectadores
e o conteúdo mediático que consomem: há participação e em que condições ocorre?
Verifica-se que a participação existe, mas não num nível ideal. A inserção de
procedimentos participativos já é encarada como uma obrigação pelos produtores de
media, mas o formato para promover a participação das audiências num nível mais
complexo e denso ainda não foi alcançado. Os programas da franquia The Voice lançam
mais canais e dispositivos para tentar realizar essa difícil tarefa, mas não mantêm uma
comunicação aberta e constante com os utilizadores e oferecem um espaço limitado para
a divulgação do conteúdo enviado por eles. O telespectador, por sua vez, também tem
uma parcela de culpa: a qualidade do conteúdo enviado fica aquém das expectativas de
criatividade, busca de informação e geração de debates levantadas por Henry Jenkins
(2009).
Como atingir um nível mais alto de participação? O que falta para os utilizadores
empenharem-se mais na produção de conteúdos? E de parte dos media, como alterar o
processo de produção para interagir melhor com suas audiências? Esta investigação,
talvez, levante mais perguntas que respostas, mas o que pretende de facto é contribuir
para a discussão da participação das audiências e a reflexão sobre os comportamentos
de utilizadores que estão a surgir em um contexto de convergência mediática.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do
grau de Mestre em Ciências da Comunicação – Estudos dos Media e do Jornalismo.
Palavras-chave
Participação Redes sociais online Convergência Audiência
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
