| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 50.72 MB | Adobe PDF |
Orientador(es)
Resumo(s)
Fundado em 1494 por D. Catarina, Condessa de Loulé, viúva de D. João
Coutinho morto na Batalha de Arzila em 1471, o Convento de Santana estabeleceu-se
em Leiria como comunidade de Dominicanas, na zona do antigo Rossio, junto ao Rio
Lis. A sua comunidade foi extinta em 1880, após a morte da última religiosa, Soror
Joaquina do Rosário, e o seu edifício demolido em 1916, para a construção do actual
Mercado de Santana no mesmo local. A população conventual foi constituída por
mulheres de origens nobres e burguesas locais e regionais que entraram no convento
como religiosas ou como recolhidas, sendo servida por criados e escravas. A tutela da
casa ficou a cargo de frades dominicanos do Mosteiro da Batalha. Vivendo permanentes
dificuldades económicas, a casa sobreviveu essencialmente de uma economia rentista,
de doações, e, ainda da propriedade individual das religiosas e recolhidas. A casa terá
vivido o seu auge entre o século XVII e início do século XVIII, entrando posteriormente
em decadência. O espólio arqueológico cerâmico recolhido aquando da intervenção
arqueológica ocorrida entre 1999 e 2000 no Mercado de Santana, poderá ser um reflexo
de toda esta realidade. Apresentamos uma análise da sua colecção de faiança
portuguesa, datada entre os séculos XVI e XVIII, de cerâmica fina decorada, bem como
de porcelana chinesa, das dinastias Ming e Qing.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção
do grau de Mestre em Arqueologia
Palavras-chave
Leiria Convento freiras Faiança portuguesa Porcelana
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
