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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Na passagem do século XIX para o século XX, percebe-se uma intensa movimentação nos teatros luso-brasileiros, onde se observa a efervescência de produções músico-teatrais, como a opereta, a mágica, revistas, dentre outros gêneros. Em função deste fator, um significativo número de músicos e artistas circulavam entre Brasil e Portugal, permitindo maior troca cultural entre estes dois países. Em meio a este contexto, a participação de mulheres como atrizes-cantoras mostrou-se essencial, garantindo, muitas vezes, o sucesso de tais empreendimentos. Este trabalho se debruça sobre a figura de Palmira Bastos (1875-1967), importante atriz portuguesa, que inicia sua carreira em 1890 no Teatro da Rua dos Condes (em Lisboa), tendo conquistado grande admiração do público e notável aceitação da crítica da época. Apesar de ter se dedicado por muitos anos ao teatro declamado, Palmira Bastos assume-se como atriz-cantora de operetas e outros gêneros do teatro musicado no período em questão, tendo recebido, inclusive, obras dedicadas a ela, como “Tição Negro” de Lopes de Mendonça e Augusto Machado. A partir de notícias de jornais e revistas, relatos da própria artista, programas de espetáculos e o repertório cantado por ela, este trabalho analisa a sua atuação e sua relação com a música, buscando entender o seu perfil como atriz e cantora, evidenciando o seu tipo de voz, o seu desempenho segundo a crítica, as companhias de teatro que integrou e suas digressões para o Brasil. Busca-se, por fim, através do perfil de Palmira Bastos, traçar uma discussão sobre o papel da atriz-cantora no referido período.
Descrição
UID/EAT/00693/2013
Palavras-chave
Palmira Bastos Circuito Musical Luso-Brasileiro Séculos XIX e XX Teatros
