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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A transposição de um regime semiótico a outro, do literário ao cinematográfico, em
narrativas que se recontam e complementam: Esta é a temática deste trabalho. Para
demonstrar o intercruzamento, a intercalação entre literatura e cinema, utiliza-se a obra
de Virginia Woolf, Mrs. Dalloway, e uma faceta da história de vida da escritora,
retratada na obra As Horas, livro escrito por Michael Cunningham, o qual embasa o
filme de mesmo nome, dirigido por Stephen Daldry. São textos em outros textos,
narrativas desdobradas em outras narrativas, histórias ficcionais baseadas em uma
personagem real. De Virginia parte-se para uma de suas mais reconhecidas produções,
Mrs. Dalloway, a qual servirá de elo para a fundamentação de As Horas. A passagem da
escrita para a imagem recria personagens e histórias, elucida-os de uma outra maneira,
mas sempre conservando a narrativa primeira e acrescentando nesta elementos e sujeitos
que auxiliam na apresentação da escritora, da sua obra e possíveis desdobramentos,
colocados em situações, pessoas e épocas diferenciadas. O tempo, então, funde-se e
harmoniza-se em uma coisa só, transpondo barreiras na intenção de recriar um universo
vivido por Virginia Woolf e também por mais duas personagens, em outras décadas, sob
a influência de uma outra sociedade e costume, mas que mesmo assim resguardam a
essência da melancolia, da infelicidade velada, do desejo de ser aquilo que já se foi no
passado, de viver plenamente ou de perseguir um sonho em outro contexto, em outro
espaço, composto por diferentes pessoas.
Em Mrs. Dalloway, a personagem Clarissa Dalloway representa a narrativa primeira
que será ligada a de Septimus Warren Smith, ex-combatente da Primeira Guerra
Mundial, visionário tal como Virginia Woolf, sofredor dos mesmos males,
incompreendidos por aqueles que estavam próximos e também pela sociedade da época.
Laura Brown, Clarissa Vaughan, Richard, todos constituintes da trama de As Horas,
atualizam, recontam, realizam o desdobramento da narrativa de Mrs. Dalloway, de
Virginia Woolf, ao passo em que se complementam e se unem, mesmo com o passar
dos anos e em situações e locais diferenciados. A transposição de gêneros, de tramas, de
enredos é a tônica fundamental do trabalho, assim como seu intuito é apresentar a
passagem da literatura para o cinema, em suas coincidências, elos, interligações e
mutações, porém, mantendo e apresentando a fundamentação, as origens seguidas e
produzidas a partir de Virginia Woolf, por meio de sua vida e obra.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do
grau de Mestre em Ciências da Comunicação – Comunicação e Arte
Palavras-chave
Transposição Virginia Woolf Mrs. Dalloway As Horas
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
