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Valorização do real: a condição solitária do herói ideológicamente comprometido em Les Justes de Albert Camus e Felizmente há Luar! de Sttau Monteiro

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Resumo(s)

Este trabalho tem por base a análise comparativa da evolução das personagens principais, de duas obras distintas, escritas no século XX, Felizmente há Luar! de Luís de Sttau Monteiro e Les justes de Albert Camus, pertencentes ao género dramático e nas quais existem componentes ideológicas e históricas evidenciadas, procurando demonstrar que a solidão e a singularidade dos seus protagonistas permitem uma construção valorativa do real, bem como uma intensificação da dimensão ideológica, nas suas diferentes acepções. Faz-se uma apresentação concisa, através da referência a vários autores, acerca da evolução do conceito de ideologia, na sua relação com a História e com a Literatura. Restringe-se, seguidamente, a reflexão à relação entre a questão ideológica e o texto dramático, cuja encenação permite uma forma de comunicação muito singular, distinta dos outros géneros literários, procedendo ainda à contextualização das obras no universo criativo dos seus autores. Por fim, apresenta-se a comparação entre as duas obras, através da análise de itens que permitam verificar a configuração do herói em ambos os textos, tendo como objectivo estabelecer uma linha de leitura capaz de pôr em evidência elementos comuns e discrepantes, que fundamentem a pertinência do tema em estudo.

Descrição

Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Línguas, Literaturas e Culturas

Palavras-chave

Ideologia Literatura Teatro Luís de Sttau Monteiro Albert Camus Les Justes Felizmente há Luar

Contexto Educativo

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Editora

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa

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