| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 4.6 MB | Adobe PDF |
Orientador(es)
Resumo(s)
Apesar de ainda estarem por conhecer na sua plenitude os impactos na educação da situação de recurso vivida durante a pandemia, durante a qual se experimentaram diversos modos de ensino remoto, o Plano de Recuperação aprovado em 2021 pelo governo(2) incide sobre as aprendizagens dos alunos. Os diagnósticos parciais efetuados pelo IAVE(3), em amostras de alunos de certos anos de escolaridade, apontam para níveis abaixo do desejável para cerca de metade dos alunos (IAVE, 2021a) e desempenhos inferiores às provas de aferição de 2019 (IAVE, 2021b), situando as maiores dificuldades entre os alunos do 2º e 3º ciclos. Porém, o estudo do CNE(4) (2021) revela que foram os professores do 1º ciclo aqueles que mais reconheceram dificuldades nas aprendizagens dos alunos. As crianças do pré-escolar e dos primeiros anos de escolaridade são indicadas como alvo prioritário para o plano de recuperação (Sousa et al., 2021). Num momento em que o regime presencial é a regra, importa conhecer o olhar dos professores de 1º ciclo sobre esta fase. Partindo dos dados recolhidos por via de duas entrevistas focus-group, que contaram com a participação de 8 professores, e das 365 respostas ao questionário aplicado aos professores de 1º ciclo da Rede ESCXEL - Rede de Escolas de Excelência(5) (num universo de 711 professores), entre fevereiro e março de 2022, este artigo centra a sua atenção nas tensões vividas por estes profissionais enquanto procuram recuperar as aprendizagens e competências dos seus alunos. Após abordarmos, num primeiro momento, o Plano e o papel central esperado para os professores na sua implementação, refletiremos sobre alguns dos resultados do inquérito, que incidiu na sua perceção sobre o impacto da pandemia nas aprendizagens e estratégias para a recuperação, ilustrando com intervenções dos focus-group. Importa referir que os professores que responderam ao inquérito refletem algum envelhecimento do grupo profissional: quase metade tem idades entre os 40 e 49 anos (46%) e 44% tem entre 50 e 60 anos. Consequentemente, a maioria tem mais de 16 anos de tempo de docência neste ciclo de ensino. Noutro aspeto, mais de metade tem uma relação contratual estável, pertencendo ao quadro da escola (53%), mas a maioria não acompanha a mesma turma desde o 1º ano (58%).
Descrição
UIDB/04647/2020
UIDP/04647/2020
