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Caracterização da Técnica de Produção Artística do Braço de Armadura Atribuído a D. Sebastião – Caso de Estudo

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Resumo(s)

Este estudo centra-se na caracterização da técnica de produção artística de um braço de armadura pertencente à colecção do Museu Militar de Lisboa, atribuído a D. Sebastião, 16º Rei de Portugal (1554-1578) pelo seu retrato, da autoria de Cristóvão de Morais da colecção do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) em Lisboa. O objecto em análise trata-se de um braço de armadura esquerdo, sendo este decorado em baixo relevo e com aplicação de amálgama de ouro com cobre em zonas preferenciais da sua superfície. A decoração é efectuada em bandas e com padrão em motivos vegetalistas, com o interior das bandas dourado, sendo que este tipo de organização e decoração é semelhante à decoração milanesa do século XVI. Conclui-se que o padrão identificado corresponde à tipologia do padrão do braço de armadura do retrato mencionado, uma vez que o braço de armadura em estudo pode pertencer a uma armadura que se tratasse de uma primeira oferta por parte do seu primo, Duque Emanuel Felisberto de Sabóia e, a do retrato uma segunda oferta por parte do mesmo. O estudo e caracterização de metais dourados é focado principalmente em ligas de cobre, sendo que o mesmo estudo para aços dourados é bastante escasso. Deste modo, a utilização de técnicas de exame e análise, torna-se central para o entendimento e identificação de técnicas de manufatura e decoração, bem como questões de autenticidade e ainda do posterior emprego de metodologias de conservação adequadas. De modo a se obter respostas em relação aos materiais utilizados e métodos de manufactura e decoração, o braço de armadura foi caracterizado a nível estrutural, visualmente e por radiografia digital, a nível de superfície, químico e físico, por microscopia óptica (MO), testes de micro dureza Vickers e metalografia (análises microestruturais) e ainda a nível elementar pontual e distribucional por micro-espectroscopia por fluorescência de raio-X dispersiva de energias (μ-EDXRF), micro emissão de raio-X induzida por partículas (μ-PIXE) e microscopia electrónica de varrimento (SEM- BSE/EDS). A utilização destas técnicas permitiu perceber que o objecto é constituído por 5 placas de metal distintas, fixas por 28 rebites, 1 fecho e 2 dobradiças, sendo que alguns rebites apresentam capa latonada (algumas já danificadas) soldada com o uso de uma liga de chumbo-estanho (pewter). Os padrões das zonas decoradas são revelados por baixo relevo (possivelmente por ataque ácido), sendo nas zonas baixas aplicada uma camada (±13 μm) de amálgama de ouro com presença de cobre (liga ternária Au-Hg-Cu). A superfície do objecto em aço de alto-médio carbono, encontra-se uniformemente corroída, sendo visíveis zonas de corrosão galvânica e camadas de corrosão tanto na zona interior como exterior, sendo que na exterior é visível a inclusão da camada de amálgama de ouro. Assim, a utilização de uma abordagem multi-analítica em conjunto com uma abordagem histórica, proporciona uma nova visão no estudo deste tipo de objectos, proporcionando futuramente o estudo de metodologias de conservação adequadas a este problema específico, nomeadamente a recuperação de camadas douradas desintegradas em superfícies de ferro corroídas.

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Armadura Séc. XVI Caracterização Amálgama Corrosão

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