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Orientador(es)
Resumo(s)
RESUMO - Nos últimos vinte anos tem-se assistido a uma crescente consciencialização de que os
nossos estilos de vida são insustentáveis aos níveis económico, social e ambiental, o que
tem repercussões na nossa saúde e bem-estar. Do crescimento populacional à pobreza e
inequidade geradas pelo modelo de “crescimento económico” actual, à perda de
biodiversidade e disrupção dos ecossistemas naturais, ao desmesurado crescimento
urbano, à poluição e acumulação de desperdícios, às alterações climáticas, ao isolamento
individual e à diminuição do capital social na sociedade do consumo: a necessidade de
desenvolvimento sustentável e gerador de bem-estar nunca foi tão grande e evidente. Ao
longo dos últimos anos têm surgido comunidades intencionais que se organizam segundo
princípios de sustentabilidade, como um fenómeno de contra-cultura – as Ecoaldeias
(Ecovillages). No entanto, os benefícios para a saúde e bem-estar deste tipo de
comunidades não são ainda claros, sendo a experiência de investigação nesta área
escassa.
O estudo aqui proposto visa conhecer, a título exploratório, os níveis de bem-estar
subjectivo em comunidades intencionais que vivem segundo princípios de
sustentabilidade em Portugal, se estes níveis são melhores que na população em geral, e
quais os factores percebidos que o influenciam. Para tal, terá componentes quantitativas e
qualitativas e irá basear-se num questionário auto-administrado aos residentes das
Ecoaldeias portuguesas, que inclui o Índice de Bem-estar Pessoal - uma escala de
medição do Bem-estar subjectivo validada para a população portuguesa.
As suas conclusões poderão contribuir para o desenvolvimento de abordagens mais
elaboradas, capazes de edificar uma infra-estrutura teórica para o sistema de conceitos
em foco, tão necessária quer a investigações com maior potencial explicativo, quer a
decisões com melhor fundamento. ------------ ABSTRACT - Over the past twenty years there has been a growing awareness that the way we live is
unsustainable at the economic, social and environmental level, which has impact in our
health and wellbeing. From the population growth to poverty and inequity generated by the
current model of economic growth, to biodiversity loss and disruption of natural
ecosystems, to disproportionate urban growth, to pollution and waste accumulation, to
climate change and the individual isolation social loss capital in the consumption society:
the need for a development that is sustainable and generates wellbeing has never been
greater and more evident. Over the last years intentional communities who live according
to principles of sustainability have emerged, has a phenomenon of counter-culture - the
ecovillages. The health and wellbeing benefits of this type of communities are not clear, as
the investigation in this area is little.
The aim of this exploratory study is to know the levels of subjective wellbeing of such
communities, in Portugal, if these levels are different from the general population and what
are the main perceived contributing factors. This study will have a qualitative and
quantitative component and will be based in the application of a self-administered
questionnaire that includes the Subjective Wellbeing Index, a measurement scale of
subjective wellbeing, validated for the Portuguese population.
Its findings may contribute to the development of more elaborate approaches that allow to
build a theoretical framework for the system of concepts focused, needed both for further
investigations with more explanatory potential, as for more grounded decision-making, to
tackle the challenges of sustainable development.
Descrição
Palavras-chave
Sustentabilidade Saúde Bem-estar subjectivo Ecoaldeias Comunidade Sustainability Health Subjective wellbeing Ecovillages Community
Contexto Educativo
Citação
Editora
Escola Nacional de Saúde Públçica. Universidade Nova de Lisboa
