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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Este estudo pretende avaliar o nível de concorrência preço (baseada na taxa de juros dos depósitos) e não preço (assente no número de balcões e despesas publicitárias) no sector bancário português no período 1988-1997, procurando-se averiguar, igualmente, a existência de poder de mercado. A aferição da mobilidade das quotas de mercado dos depósitos e do crédito constitui um outro objectivo do trabalho, sendo possível, posteriormente, discutir a existência de eventuais custos de mudança no sector.
Utilizando um painel com 175 observações, estimou-se inicialmente um sistema de seis equações simultâneas relativas às quotas de mercado efectivas dos depósitos e do crédito e às condições de optimalidade das taxas de juro, do número de balcões e de das despesas publicitárias. Da estimação resultou que, durante o período em causa, as despesas publicitárias não parecem ter-se comportado de acordo com o modelo de maximização do lucro, pelo que se desenvolveu o estudo sem a sua consideração. De modo a testar a importância competitiva das comissões, procedeu-se a duas abordagens distintas nas estimações: a primeira em que se incluía as comissões no modelo e a segunda em que tal não se verificava.
