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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O sobreiro (Quercus suber L.) é uma espécie arbórea que ocupa uma área
restrita de cerca de 2,5 milhões de hectares na Bacia do Mediterrâneo ocidental.
Em Portugal esta espécie ocupa mais de 720 mil hectares, cerca de 21% da área
florestal, e é explorada pela sua casca, a cortiça, retirada do tronco e ramos periodicamente
ao longo da vida da árvore. Portugal é responsável por 50% da
cortiça consumida em todo o mundo. A composição química da cortiça tem
vindo a ser amplamente estudada e especificamente tem vindo a ser desenvolvida
muita pesquisa da presença de fenóis e compostos voláteis em pranchas ou
rolhas de cortiça na indústria (por vezes, em cortiça cozida), no entanto ainda
existe pouca informação relativamente à sua composição na árvore, em verde,
quando é extraída da árvore, durante o descortiçamento.
Pretendeu-se com este estudo caracterizar a presença de fenóis e compostos
voláteis em amostras de cortiça na árvore (em verde), recolhidas durante o
seu descortiçamento e estabelecer algum tipo de (cor)relação entre os compostos
identificados e; i) o sistema de uso múltiplo (em áreas com e sem pastoreio
com gado bovino); ii) o tipo de árvore (árvores virgens e árvores com cortiça
amadia) e; iii) ao nível da árvore individual, estabelecer um perfil de variação com a altura de descortiçamento no tronco ( amostras a 0.30 m do solos e amostras
a 1,30 m do solo).
A avaliação da presença dos diversos compostos é realizada recorrendo a
técnicas de cromatografia gasosa, cromatografia liquida, métodos colorimétricos
e espetroscopia de infra vermelho com transformada de Fourier.
Os resultados encontrados constituem os primeiros resultados que relacionam
a composição química da cortiça com a gestão do sistema montado de sobros,
sendo possível observar alterações ao nível da composição fenólica e volátil
da cortiça.
Os diversos perfis cromatográficos obtidos indicam mostram que as amostras
de cortiça estudadas apresentam na sua composição volátil um número
elevado de compostos alquibenzénicos e terpenóides, tal como descrito previamente
na bibliografia consultada. Relativamente à identificação de compostos
voláteis e compostos fenólicos, foi possível não só a identificação de compostos
comuns nas áreas pastoreada e não pastoreada mas também a identificação de
compostos singulares em cada uma destas áreas. Estas diferenças foram encontradas
nas amostras de cortiça, quando comparadas no mesmo nível da altura
de descortiçamento no fuste (a 0,30 m ou a 1,30 m do solo) e em relação ao
mesmo tipo de exploração (virgem ou amadia).
Note-se ainda que a quantificação dos compostos fenólicos efetuada pelo
método de Folin-Ciocalteu e por cromatografia, apresentou resultados distintos.
Pelo primeiro método, as amostras de cortiça provenientes de árvores na área
não pastoreada apresentaram um teor fenólico superior ao das amostras de cortiça
da área pastoreada. Por cromatografia, verificou-se o contrário, e nas amostras
de cortiça de árvores da área não pastoreada o teor fenólico era mais baixo
do que nas áreas pastoreadas.
Descrição
Palavras-chave
Composição química Montado de sobro Infra-Red Spectroscopy with Fourier Transform (FTIR) Extrativos Encabeçamento Cortiça
