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Resumo(s)
This study examines the Human Rights’ Independent Monitoring Mechanism (IMM) established under the European Union (EU) Pact on Migration and Asylum, addressing the extent to which its legal design determines its capacity to be an effective safeguard.
Adopting a normative ex ante approach, it evaluates the IMM against three key determinants of effective human rights monitoring: legitimacy, independence, and accountability.
The analysis of the Pact’s Screening and Asylum Procedure Regulations reveals that the IMM is grounded in a binding legal framework and incorporates references to international standards of independence, specifically the Paris Principles and the Venice Principles. However, structural weaknesses persist, including an EU-level accountability gap, risks of financial dependence and operational fragility arising from the technical complexity of contemporary border control.
By examining a specific national context – the one where the Portuguese Ombudsman is enshrined, as it is the anticipated IMM in Portugal – this study seeks to demonstrate that embedding this new mandate within a constitutionally established institution accredited as a National Human Rights Institution with a National Preventive Mechanism role may mitigate these constraints and reinforce independence and accountability.
It concludes that the IMM is neither inherently a genuine safeguard nor inevitably an empty promise of protection, as its effectiveness depends on implementation conditions. It is therefore understood that the Pact creates a conditional possibility of protection, the potential of which will only be realised if the actors involved are successful in assigning responsibilities and achieving material independence and operational capacity.
Este estudo debruça-se sobre o Mecanismo de Monitorização Independente (MMI) de Direitos Humanos criado pelo Pacto da União Europeia (UE) em matéria de Migração e Asilo, analisando em que medida a sua conceção jurídica determina a sua eficácia. Através de uma abordagem normativa ex ante, procura aferir o seu potencial para cumprir o propósito que lhe é atribuído, considerando como determinantes três fatores: legitimidade, independência e responsabilização. São analisados os regulamentos do Pacto relativos ao procedimento de triagem e de asilo, que constituem bases jurídicas sólidas, porquanto vinculativas, nas quais assenta o MMI, e que incorporam ainda padrões internacionais de independência, designadamente os Princípios de Paris e os Princípios de Veneza. Todavia, identificam-se fragilidades estruturais, nomeadamente lacunas na responsabilização da UE, riscos de dependência financeira e fragilidade operacional decorrente da complexidade técnica do controlo contemporâneo das fronteiras. De seguida, tomando como referência um contexto nacional específico – aquele no qual se insere o Provedor de Justiça, por estar previsto que desempenhará funções de MMI – este estudo visa demonstrar que a integração deste novo mandato num órgão constitucional, acreditado como Instituição Nacional de Direitos Humanos e que exerce igualmente funções de Mecanismo Nacional de Prevenção, pode mitigar os constrangimentos identificados. Conclui-se, por fim, que o MMI não é, por inerência, uma verdadeira garantia nem, inevitavelmente, uma infundada proteção. A sua eficácia depende das condições de implementação. Entende-se, por isso, que o Pacto cria uma possibilidade de proteção condicionada, cujo potencial apenas se concretizará se os atores envolvidos forem bem-sucedidos na atribuição de responsabilidades, na conquista de independência material e de capacidade operacional.
Este estudo debruça-se sobre o Mecanismo de Monitorização Independente (MMI) de Direitos Humanos criado pelo Pacto da União Europeia (UE) em matéria de Migração e Asilo, analisando em que medida a sua conceção jurídica determina a sua eficácia. Através de uma abordagem normativa ex ante, procura aferir o seu potencial para cumprir o propósito que lhe é atribuído, considerando como determinantes três fatores: legitimidade, independência e responsabilização. São analisados os regulamentos do Pacto relativos ao procedimento de triagem e de asilo, que constituem bases jurídicas sólidas, porquanto vinculativas, nas quais assenta o MMI, e que incorporam ainda padrões internacionais de independência, designadamente os Princípios de Paris e os Princípios de Veneza. Todavia, identificam-se fragilidades estruturais, nomeadamente lacunas na responsabilização da UE, riscos de dependência financeira e fragilidade operacional decorrente da complexidade técnica do controlo contemporâneo das fronteiras. De seguida, tomando como referência um contexto nacional específico – aquele no qual se insere o Provedor de Justiça, por estar previsto que desempenhará funções de MMI – este estudo visa demonstrar que a integração deste novo mandato num órgão constitucional, acreditado como Instituição Nacional de Direitos Humanos e que exerce igualmente funções de Mecanismo Nacional de Prevenção, pode mitigar os constrangimentos identificados. Conclui-se, por fim, que o MMI não é, por inerência, uma verdadeira garantia nem, inevitavelmente, uma infundada proteção. A sua eficácia depende das condições de implementação. Entende-se, por isso, que o Pacto cria uma possibilidade de proteção condicionada, cujo potencial apenas se concretizará se os atores envolvidos forem bem-sucedidos na atribuição de responsabilidades, na conquista de independência material e de capacidade operacional.
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Palavras-chave
Accountability Asylum Effectiveness European Union Human Rights Independence Legitimacy Migration Monitoring Pact Screening Asilo Direitos Humanos Eficácia Independência Legitimidade Migração Monitorização Pacto Responsabilização Triagem União Europeia
