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Publicação

As Raízes Historiográficas das Relações Internacionais: Ranke Enquanto Precursor do Realismo

datacite.subject.fosCiências Sociais::Ciências Políticaspt_PT
dc.contributor.advisorPinto, Ana Isabel dos Santos Figueiredo
dc.contributor.advisorSantos, Rui Fernando Pires Henrique dos
dc.contributor.authorNeves, Ricardo Pereira
dc.date.accessioned2022-05-20T13:13:56Z
dc.date.available2022-05-20T13:13:56Z
dc.date.issued2022-04-01
dc.date.submitted2022-01-03
dc.description.abstractAs Relações Internacionais detinham, nas vésperas da sua consolidação académica em meados do séc. XX, um caráter profundamente eclético, com um corpo teórico derivado de outras áreas do conhecimento. Entre estas, destacavam-se a História e, em particular, a História Diplomática, cujo moderno fundador havia sido o historiador oitocentista Leopold von Ranke. Esta dissertação visa problematizar Ranke enquanto precursor intelectual do Realismo, não apenas da sua variante clássica, como também da sua variante neo-realista. Por via de um modelo de análise explicativo e com recurso a um método de pesquisa qualitativo, pretendemos apurar a influência da historiografia rankeana sobre estas duas variantes realistas, na forma de três dos seus principais autores: Morgenthau, Niebuhr e Waltz. Através de uma série de diálogos individuais entre Ranke e cada um destes realistas, estruturados por dois conceitos-chave que atuarão enquanto descritores – o Estado e o Equilíbrio de Poder –, procuramos efetuar um levantamento das continuidades e clivagens entre o historiador e os teóricos. Todos estes diálogos se alicerçam sobre um contraste ontológico entre Ranke e cada realista: recorremos à ontologia de cada autor enquanto um elemento que os distingue e contrasta fundamentalmente entre si. A partir destes diálogos, apuramos que continuidades e clivagens são transversais a todos os autores realistas analisados, permitindo-nos indagar a respeito da influência de Ranke sobre o corpus teórico realista. Simultaneamente, a seleção de Morgenthau e Niebuhr, enquanto realistas clássicos, e de Waltz, enquanto neo-realista, também nos permite pronunciar a respeito do desenvolvimento intra-teórico entre estas duas variantes, à luz do que o diálogo de cada autor com Ranke revelar. Concluímos que existem duas grandes linhas de influência entre Ranke e os autores realistas: por um lado, o recurso a um modelo da política internacional estatocêntrico, assente numa hierarquização dos Estados com base no poder e privilegiando, analiticamente, as ações e as interações das unidades estatais mais poderosas; por outro lado, o recurso a uma narrativa histórica da política internacional que a interpreta e representa como funcionando sob um Equilíbrio de Poder. Em simultâneo, concluímos que estas linhas de influência devem ser enquadradas num fundamental contexto de diferença entre Ranke e os três realistas, diretamente decorrente do seu respetivo contraste ontológico.pt_PT
dc.description.abstractAs Relações Internacionais detinham, nas vésperas da sua consolidação académica em meados do séc. XX, um caráter profundamente eclético, com um corpo teórico derivado de outras áreas do conhecimento. Entre estas, destacavam-se a História e, em particular, a História Diplomática, cujo moderno fundador havia sido o historiador oitocentista Leopold von Ranke. Esta dissertação visa problematizar Ranke enquanto precursor intelectual do Realismo, não apenas da sua variante clássica, como também da sua variante neo-realista. Por via de um modelo de análise explicativo e com recurso a um método de pesquisa qualitativo, pretendemos apurar a influência da historiografia rankeana sobre estas duas variantes realistas, na forma de três dos seus principais autores: Morgenthau, Niebuhr e Waltz. Através de uma série de diálogos individuais entre Ranke e cada um destes realistas, estruturados por dois conceitos-chave que atuarão enquanto descritores – o Estado e o Equilíbrio de Poder –, procuramos efetuar um levantamento das continuidades e clivagens entre o historiador e os teóricos. Todos estes diálogos se alicerçam sobre um contraste ontológico entre Ranke e cada realista: recorremos à ontologia de cada autor enquanto um elemento que os distingue e contrasta fundamentalmente entre si. A partir destes diálogos, apuramos que continuidades e clivagens são transversais a todos os autores realistas analisados, permitindo-nos indagar a respeito da influência de Ranke sobre o corpus teórico realista. Simultaneamente, a seleção de Morgenthau e Niebuhr, enquanto realistas clássicos, e de Waltz, enquanto neo-realista, também nos permite pronunciar a respeito do desenvolvimento intra-teórico entre estas duas variantes, à luz do que o diálogo de cada autor com Ranke revelar. Concluímos que existem duas grandes linhas de influência entre Ranke e os autores realistas: por um lado, o recurso a um modelo da política internacional estatocêntrico, assente numa hierarquização dos Estados com base no poder e privilegiando, analiticamente, as ações e as interações das unidades estatais mais poderosas; por outro lado, o recurso a uma narrativa histórica da política internacional que a interpreta e representa como funcionando sob um Equilíbrio de Poder. Em simultâneo, concluímos que estas linhas de influência devem ser enquadradas num fundamental contexto de diferença entre Ranke e os três realistas, diretamente decorrente do seu respetivo contraste ontológico.pt_PT
dc.identifier.tid203004159pt_PT
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10362/138282
dc.language.isoporpt_PT
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/pt_PT
dc.subjectHistoriografiapt_PT
dc.subjectRealismopt_PT
dc.subjectRankept_PT
dc.subjectEstadopt_PT
dc.subjectEquilíbrio de poderpt_PT
dc.subjectRealismpt_PT
dc.subjectStatept_PT
dc.subjectBalance of Powerpt_PT
dc.titleAs Raízes Historiográficas das Relações Internacionais: Ranke Enquanto Precursor do Realismopt_PT
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
rcaap.rightsopenAccesspt_PT
rcaap.typemasterThesispt_PT
thesis.degree.nameMestrado em Ciência Política e Relações Internacionais, especialização em Relações Internacionaispt_PT

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