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Orientador(es)
Resumo(s)
Nos últimos tempos a reactivação do Cytomegalovirus (CMV) tem sido considerada um
factor de agravamento nos doentes diagnosticados com sépsis das Unidades de
Cuidados Intensivos (UCI).
Na presente investigação foram estudados 22 doentes diagnosticado com sépsis da UCI
do Hospital da Luz, tendo a reactivação ocorrido em 8 (36,3%) dos doentes. A detecção
do ADN do CMV foi realizada por duas técnicas de PCR em tempo real, uma in house e
uma comercial (CMV HHV6,7,8 R-geneTM, bioMérieux), estando presente entre ambas
as técnicas uma correlação positiva e significativa. Não foram encontradas relações
entre a reactivação do CMV e o sexo (p=1), idade (p=0,330), tempo de permanência na
UCI (p=0,973), duração da ventilação mecânica (p=0,681) e morte do doente (p=1).
Contudo, os doentes com reactivação do CMV apresentaram um maior tempo de
internamento no hospital desde a entrada da UCI até a alta hospitalar ou morte do
doente (p=0,025). Foram comparadas as concentrações de nove citocinas (IL-1α, IL-1β,IL-2, IL-4, IL-6, IL-8, IL-10, TNF-α, e INFγ) através de uma técnica de ELISA
Muliplex (Q-PlexTM Array Chemiluminescent), nos doentes diagnosticados com sépsis
tendo em conta a reactivação do CMV. Não foram encontradas diferenças nas
concentrações das citocinas nos doentes com e sem reactivação. Também não foi encontrada uma relação entre carga viral e o agravamento do estado clínico do doente.
Apesar da baixa amostragem ter condicionado os resultados, o presente estudo confirmou que a reactivação do CMV está presente nos doentes da UCI diagnosticados com sépsis, prolongando o tempo de permanência no hospital destes doentes. Contudo, não foram encontrados perfis específicos de citocinas antes e durante a reactivação.
Descrição
Dissertação para obtenção de Grau de Mestre em Microbiologia Médica pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa
