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Resumo(s)
This thesis takes a critical look at how global climate initiatives often fall short in delivering justice, specifically distributive, procedural, corrective, and social, where it matters most. Focusing on cobalt mining in the Democratic Republic of Congo (DRC), it explores how the push for renewable energy, though widely framed as a step toward sustainability, can deepen inequalities and lead to serious
human rights violations when justice isn’t placed at the center of the transition.
The DRC plays a vital role in the global shift to clean energy due to its vast reserves of cobalt, a key mineral used in green technologies. Yet behind the promise of a greener future lies a much harsher reality. This research reveals how the cobalt industry is marked by forced labor, environmental harm, and worsening gender disparities—issues that highlight the gap between ambitious climate goals and the
lived experiences of local communities.
By situating these findings within the broader context of international frameworks—such as the Paris Agreement and the UN Guiding Principles on Business and Human Rights—the study shows how current global efforts often overlook the deep-rooted power imbalances and exploitation that arise in resourcedependent countries, even as these same countries provide the materials essential to the transition, often for the benefit of wealthier nations.
In response, this thesis argues for a more inclusive and justice-driven approach to climate action—one that puts human rights at the forefront. Through concrete recommendations, it calls for a transition that is not only environmentally sound but also fair and responsive to those most vulnerable to its consequences, especially in sectors like mining.
Esta dissertação analisa criticamente a forma como as iniciativas globais contra as alterações climáticas muitas vezes falham em concretizar os princípios de justiça distributiva, processual, corretiva e social, especialmente onde esses valores são mais necessários. Centrada na mineração de cobalto na República Democrática do Congo (RDC), a investigação mostra como a transição para as energias renováveis — frequentemente apresentada como um caminho para a sustentabilidade — pode aprofundar desigualdades e gerar graves violações dos direitos humanos quando a justiça não está no centro do processo. A RDC desempenha um papel fundamental na transição energética global, devido às suas vastas reservas de cobalto, um mineral essencial para as tecnologias verdes. No entanto, por detrás da promessa de um futuro mais sustentável, esconde-se uma realidade muito mais dura. Este estudo revela como a indústria do cobalto está marcada por trabalho forçado, destruição ambiental e agravamento das desigualdades de género — problemas que evidenciam a distância entre os objetivos climáticos globais e as experiências vividas pelas comunidades locais. Ao enquadrar estas conclusões nos principais instrumentos internacionais — como o Acordo de Paris e os Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos —, a dissertação demonstra como os atuais esforços globais muitas vezes ignoram os desequilíbrios de poder e as dinâmicas de exploração que surgem nos países dependentes da extração de recursos, mesmo quando são estes países que fornecem os materiais essenciais à transição, geralmente em benefício das nações mais ricas. Perante este cenário, esta investigação defende uma abordagem climática mais inclusiva e centrada na justiça — uma abordagem que coloque os direitos humanos no centro da ação climática. Através de recomendações concretas, propõe uma transição que seja não só ambientalmente sustentável, mas também justa e atenta às realidades das populações mais vulneráveis, especialmente em setores de alto risco como a mineração.
Esta dissertação analisa criticamente a forma como as iniciativas globais contra as alterações climáticas muitas vezes falham em concretizar os princípios de justiça distributiva, processual, corretiva e social, especialmente onde esses valores são mais necessários. Centrada na mineração de cobalto na República Democrática do Congo (RDC), a investigação mostra como a transição para as energias renováveis — frequentemente apresentada como um caminho para a sustentabilidade — pode aprofundar desigualdades e gerar graves violações dos direitos humanos quando a justiça não está no centro do processo. A RDC desempenha um papel fundamental na transição energética global, devido às suas vastas reservas de cobalto, um mineral essencial para as tecnologias verdes. No entanto, por detrás da promessa de um futuro mais sustentável, esconde-se uma realidade muito mais dura. Este estudo revela como a indústria do cobalto está marcada por trabalho forçado, destruição ambiental e agravamento das desigualdades de género — problemas que evidenciam a distância entre os objetivos climáticos globais e as experiências vividas pelas comunidades locais. Ao enquadrar estas conclusões nos principais instrumentos internacionais — como o Acordo de Paris e os Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos —, a dissertação demonstra como os atuais esforços globais muitas vezes ignoram os desequilíbrios de poder e as dinâmicas de exploração que surgem nos países dependentes da extração de recursos, mesmo quando são estes países que fornecem os materiais essenciais à transição, geralmente em benefício das nações mais ricas. Perante este cenário, esta investigação defende uma abordagem climática mais inclusiva e centrada na justiça — uma abordagem que coloque os direitos humanos no centro da ação climática. Através de recomendações concretas, propõe uma transição que seja não só ambientalmente sustentável, mas também justa e atenta às realidades das populações mais vulneráveis, especialmente em setores de alto risco como a mineração.
Descrição
Palavras-chave
climate change human rights just transition green transition cobalt mining DRC corporate responsibility renewable energy socio-economic justice alterações climáticas direitos humanos transição justa transição verde mineração de cobalto RDC responsabilidade empresarial
