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Publicação

O "direito à cidade" e a Galeria de Arte Pública na Quinta do Mocho (Loures)

datacite.subject.fosCiências Sociais::Sociologiapt_PT
dc.contributor.advisorNunes, João Pedro Silva
dc.contributor.authorCosta, Henrique Chaves
dc.date.accessioned2019-04-01T17:34:51Z
dc.date.available2019-04-01T17:34:51Z
dc.date.issued2019-02-04
dc.date.submitted2018-11-13
dc.description.abstractO bairro da Quinta do Mocho desde dos finais de 2014 é reconhecido pelo projecto da Galeria de Arte Pública (GAP) e não pelos problemas de marginalidade urbana aos quais era associado. Este bairro passou por um longo processo de ocupação e autoconstrução de casas por famílias de imigrantes oriundas dos PALOP a partir dos anos setenta, seguido de um realojamento acelerado nos anos noventa, e por uma estigmatização social e territorial desde o seu início, fomentada por problemas de criminalidade e falta de serviços públicos. A GAP transformou o bairro num autêntico museu a céu aberto, através da realização de pinturas de graffiti nas fachadas dos prédios. Neste sentido, possibilitou o rompimento do estigma conotado ao bairro e a sua abertura para o resto da cidade/metrópole, particularmente com a introdução de visitas guiadas. Estudar como os moradores percecionam estas mudanças, e como este projecto artístico interfere na vida dos mesmos. É objectivo deste trabalho perceber como eram realizadas as actividades recreativas e culturais no bairro, trabalhando directamente com crianças e jovens, e se estas actividades se articulavam com a GAP. Partindo de uma abordagem metodológica que se centra no trabalho etnográfico, incluindo também a realização de entrevistas semi-directivas e a recolha censitária e de imprensa, esta investigação pretende compreender como os moradores da Quinta do Mocho constroem o seu direito à cidade e se a GAP possibilita esta conquista. Procuro entender também a relação deste bairro com outras realidades e escalas territoriais, refletindo as questões de centro e periferia na Área Metropolitana de Lisboa. Também reflito sobre os discursos construídos acerca do direito à cidade e sobre o próprio bairro em análise. Por fim, analiso o impacto deste tipo de políticas públicas, que visam a pintura de graffitis na fachada dos edifícios do bairro, procurando perceber os seus limites e possibilidades.pt_PT
dc.description.abstractSince the end of 2014, the neighbourhood Quinta do Mocho is recognized by the Public Art Gallery (GAP) project, instead of the problems of urban marginality to which it was previously associated. This neighborhood went through a long process of occupation and self-construction of houses by families of immigrants from the Portuguese-Speaking African Countries (PALOP) since the 1970s, followed by an accelerated re-housing in the 1990s, and a social and territorial stigmatization since the very beginning, fomented by problems of crime and lack of public services. GAP transformed the neighbourhood into a real open-air museum by painting graffiti on the façades of the buildings. This allowed the rupture of the stigma previously connoted to the neighbourhood and its opening to the rest of the city/metropolis, particularly with the introduction of guided tours by its residents. I am interested in studying how the residents perceive these changes, and how this artistic project interferes in their lives. In this research I will also try to understand how the recreational and cultural activities were carried out in the neighbourhood, by working directly with children and young people, and whether these activities were articulated with GAP. Based on a methodological approach that focuses on ethnographic work, including semi-directive interviews and census and press collection, this research intends to understand how the residents of Quinta do Mocho build their right to the city and if GAP facilitates this achievement. It also seeks to understand the relationship of this neighbourhood with other territorial realities and scales, reflecting the issues of center and periphery in the Lisbon Metropolitan Area. Besides, it reflects on the discourses built on the right to the city and on the neighborhood itself. Finally, I analyze the impact of this type of public policy, which aims to paint graffiti on the façade of the neighbourhood buildings, trying to perceive its limits and possibilities.pt_PT
dc.identifier.tid202185117pt_PT
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10362/65248
dc.language.isoporpt_PT
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/pt_PT
dc.subjectDireito à cidadept_PT
dc.subjectQuinta do Mocho (Loures)pt_PT
dc.subjectÁrea Metropolitana de Lisboapt_PT
dc.subjectArte públicapt_PT
dc.subjectGraffitipt_PT
dc.subjectSegregação territorialpt_PT
dc.subjectRight to the citypt_PT
dc.subjectPublic artpt_PT
dc.subjectLisbon Metropolitan Areapt_PT
dc.subjectTerritorial segregationpt_PT
dc.titleO "direito à cidade" e a Galeria de Arte Pública na Quinta do Mocho (Loures)pt_PT
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
rcaap.rightsopenAccesspt_PT
rcaap.typemasterThesispt_PT
thesis.degree.nameSociologiapt_PT

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