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Publicação

A máscara como construção de um sujeito anónimo e rosto de um colectivo

dc.contributor.authorLopes, Catarina Isabel de Carvalho
dc.date.accessioned2013-09-04T09:15:48Z
dc.date.issued2013-03
dc.descriptionDissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Ciências da Comunicaçãopor
dc.description.abstractA presente dissertação de mestrado propõe explorar algumas questões relativas ao uso da máscara em protestos sociais na Internet e nas ruas, procurando compreender se pode este objecto “transformar” e garantir o anonimato de quem o enverga e, ao mesmo tempo, ser “rosto” de um corpo de resistência, de um sujeito colectivo. O acto de mascarar constitui, neste estudo, um fenómeno que se aliou ao próprio protesto político, um elemento que esconde e disfarça, preservando o anonimato e que serve, muitas vezes, de símbolo para diversos grupos de intervenção, particularmente, o movimento em estudo, Anonymous. Caracterizado pelo seu carácter activista, aberto e sem qualquer hierarquia, os seus participantes centram-se, pois, no anonimato e na igualdade, quer na Internet, quer nos protestos nas ruas. Ao recorrer ao uso da icónica máscara baseada no rosto de Guy Fawkes, personagem real, a partir de qual Alan Moore e David Loyd criaram o anti-herói da banda-desenhada “V de Vingança” os participantes deram um rosto ao movimento, marcado nomeadamente pela defesa da livre expressão. Assim, tornou-se importante analisar de que forma a Internet, isto é, o espaço virtual, a rede, a comunicação entre indivíduos que é, portanto, mediada pelo computador, possibilita a criação de ambientes onde os indivíduos se sintam parte de uma comunidade onde se partilha uma memória, interesses e objectivos. Para um melhor entendimento da problemática em torno da máscara e do anonimato, pretende-se ainda analisar como é que a Internet se torna um meio propício à adopção de movimentos transgressivos, através, neste caso, do “hacktivismo” e participação na política, tendo como suporte a rede e diversas ferramentas que permitam o anonimato. Pretende-se assim apurar o que é que uniu e em que se fundamentam as ambições dos participantes do grupo, levando a cargo acções de activismo, de resistência, de transgressão e de protesto fora da rede, tendo em conta o uso público do objecto que é a máscara. Perante isto, objectiva-se explorar os processos que levaram à formação de uma identidade colectiva fora da rede, suportada pelo uso da máscara e descobrir de que maneira o encobrimento do rosto e o consequente anonimato pode conferir ao movimento uma identidade, um sentir-comum, uma voz própria, constituindo um “eu” colectivo.por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10362/10371
dc.language.isoporpor
dc.publisherFaculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboapor
dc.subjectAnonimatopor
dc.subjectTecnologiapor
dc.subjectIdentidadepor
dc.subjectActivismopor
dc.subjectInternetpor
dc.subjectComunidadepor
dc.subjectPerformancepor
dc.titleA máscara como construção de um sujeito anónimo e rosto de um colectivopor
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
rcaap.rightsopenAccesspor
rcaap.typemasterThesispor

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