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Cinema de Impressões: O parentesco pouco explorado entre a Pintura Impressionista e o Cinema e as possibilidades do atelier como escola teórica e prática de realização

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Resumo(s)

Neste projecto ambiciono recuperar a relação entre o Cinema e a Pintura, que ficou algo perdida na História de ambas as artes, para procurar novas possíveis ferramentas teóricas e práticas para a realização cinematográfica. A partir do momento artístico que, dentro das artes clássicas, esteve mais próximo do movimento – o Impressionismo – e olhando o Cinema enquanto arte do movimento, ao invés da concepção redutora de arte das imagens em movimento (fruto da visão do cinema como filho da fotografia), que ensinamentos pode a pintura impressionista oferecer aos realizadores para aplicação no cinema do futuro, da mesma forma que se aplicaram (e aplicam), ao longo da História do Cinema, ensinamentos da Fotografia, do Teatro, da Música e da Literatura nesta arte? Na era atual do imediatismo e do multitasking entre vários ecrãs, em que o tempo se torna uma preocupação social, em que a aceleração do mundo ultrapassa o nosso ritmo biológico, poderá a manualidade lenta, apaixonada e intencional de Monet, Cézanne e Renoir representar uma posição de resistência ao imediatismo do mundo e da arte? Em que pode consistir uma teoria de realização baseada nessa aprendizagem da paciência e do atelier en plein air? Para recontar esta parte da História do Cinema e inventar-lhe novas possibilidades de evolução a nível contemporâneo parto numa investigação teórica (pesquisa e estudo bibliográfico) e prática (participação num workshop de pintura) para aprendizagem de teoria impressionista e de técnicas de pintura, a culminar na realização de um pequeno filme impressionista.
In this project, I aim to rediscover the relationship between cinema and painting, which has been somewhat lost in the history of both arts, in order to seek new theoretical and practical tools for directing films. Taking as a starting point the artistic movement within the classical arts that was closest to motion—Impressionism—and approaching cinema as the art of motion, rather than the art of moving images, I’ll explore what lessons Impressionist Painting can offer filmmakers, in the same way that the teachings of Photography, Theater, Music, and Literature have been applied (and continue to be applied) throughout the history of Cinema. In Today’s society of immediatism, capitalism and multitasking, where time (or the lack of it) becomes a social concern, could the slow, passionate, and intentional craftsmanship of Monet, Cézanne, and Renoir represent a position of resistance to the immediatism of the world and art? In what might a theory of cinema based on learning patience and working en plein air consist? In order to retell this part of the history of cinema and develop new possibilities for its evolution, I 'll embark on theoretical research (research and bibliographic study) and practical research (participation in a painting workshop) to learn both impressionist theory and painting techniques, leading to the creation of a short impressionist film.

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Palavras-chave

Cinema Impressionismo Fotografia Movimento Realização Atelier Impressionism Photography Movement Directing

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