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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Na cidade galega de Tui, sobranceira ao rio Minho, a Catedral de Santa María conserva, entre várias dezenas de fragmentos dos períodos medieval e moderno, oito fragmentos, maioritariamente bifólios, originalmente pertencentes a um mesmo Antifonário datável de finais do século XIV ou inícios da centúria seguinte. Na Portuguese Early Music Database, os referidos pergaminhos vêm sendo descritos e as suas peças musicais indexadas. Estes e os restantes fragmentos conservados na Catedral foram, também recentemente, objecto de catalogação e transcrição melódica sistemáticas pelo musicólogo galego Manuel Rey Olleros. No sentido de tentar apurar as tradições monódica e estritamente litúrgica que estes manuscritos representam, e apesar de prováveis limitações oferecidas pelo estado fragmentário, impõe-se o seu estudo comparativo. A investigação a apresentar pela comunicação aqui proposta pretende ser uma incursão inicial nesta pesquisa. No caso específico dos pergaminhos que nos propomos apresentar, os conteúdos observáveis permitem pelo menos o estabelecimento de pistas que nos conduzem ao espaço histórico-litúrgico do noroeste peninsular. Conscientes do processo de introdução do rito romano-franco na Península Ibérica a partir de finais do século XI, e nomeadamente do papel fulcral que nele tiveram as casas religiosas cluniacenses aquitanas, a nossa pesquisa assenta na comparação destes fragmentos com diversas fontes litúrgico-musicais do sul de França e ibéricas, sobretudo medievais, incluindo pergaminhos da Catedral de Braga, metrópole de uma província eclesiástica que, na Idade Média, se estendia por várias dioceses a Norte e a Sul do rio Minho/Miño.
Descrição
UID/EAT/00693/2013
