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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Os timorenses são tradicionalmente animistas. Prestam cultos aos seus
antepassados e acreditam num ser supremo, que designam com um nome próprio de
acordo com as suas respectivas línguas. Assim, em mambae, chamam por Maromak,
que significa Deus.
O Ai-hulun é um dos ritos culturais de tradição oral pelo qual o grupo étnico
mambae presta culto a Deus através dos seus antepassados, implorando saúde e
abundância. Para que este rito não perca o seu valor sócio-cultural e a sua originalidade
é preciso que a presente geração e a vindoura o conheçam, pratiquem e o saibam
transmitir, porque só assim se manterá, sabendo que, como património cultural
imaterial, deve ser preservado.
Neste trabalho são abordadas as definições teóricas de alguns autores sobre a
cultura de tradição oral, as práticas religiosas e mágicas e os elementos essenciais
utilizados na cerimónia do Ai-hulun. Destaca alguns desafios que precisam de ser
levados em conta para o prosseguimento das investigações.
Com esta pesquisa, pretendemos dar a conhecer que Timor-Leste ainda possui
ritos culturais de tradição oral que se mantêm vivos; fornecer alguns dados que possam
ser úteis para investigações mais avançadas sobre esses ritos culturais do povo
timorense, permitindo assim alguns registos escritos que veiculem um conhecimento
histórico e antropológico. Esperamos poder contribuir com algumas pistas para futuros
investigadores neste domínio.
Descrição
Dissertação de Mestrado em Ensino do Português como
Língua Segunda e Estrangeira
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
