Publicação
O Clítico SE: entre a Norma e a Variação
| dc.contributor.author | Vasconcelos, Sofia Isabel Vieira de | |
| dc.date.accessioned | 2013-07-30T09:37:45Z | |
| dc.date.available | 2013-07-30T09:37:45Z | |
| dc.date.issued | 2013-03 | |
| dc.description | Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Consultoria e Revisão Linguística | por |
| dc.description.abstract | Este trabalho tem como objetivo analisar diferentes estruturas com o clítico SE, considerando a variação que apresentam e a sua relação com a norma, de modo a contribuir para uma clarificação deste tópico no exercício da atividade de Consultoria e Revisão Linguística. Reconhecendo que a variação está inevitavelmente presente no uso da língua, mas também que há contextos em que a norma é socialmente pretendida, procuramos articular as duas perspetivas, observando os dados reais, recolhidos nos corpora CRPC (PE) e NILC (PB), e alguns instrumentos de normalização. São seis os tipos de clíticos identificados: claramente argumentais, SE reflexivo e recíproco; com menor peso argumental, SE indeterminado e passivo; sem função argumental, SE anticausativo e inerente. É nos clíticos com pouca ou nenhuma função argumental que é possível identificar variação significativa por parte dos falantes. A proximidade entre SE indeterminado e SE passivo, que surgem frequentemente em construções idênticas, facilita o aparecimento de variação, nomeadamente ao nível da concordância, questão em que focámos a nossa atenção. Especificamente, foram analisadas estruturas com verbos preposicionados e sujeitos oracionais, que, apesar de apresentarem alguma variação, só permitem SE indeterminado, e também estruturas infinitivas dependentes de diferentes tipos de verbos. Verificou-se que construções com semiauxiliares, causativos e percetivos não levantam problemas de maior com ambos os clíticos, enquanto os verbos de controlo, numa perspetiva normativa, suscitam dúvidas quanto à combinação com SE passivo e à respetiva concordância. SE anticausativo e inerente foram analisados relativamente à obrigatoriedade do clítico. Para SE anticausativo selecionámos verbos de alternância causativa, verificando a presença/ausência do clítico, também em comparação com o PB. Encontrou-se grande variação de verbo para verbo, havendo, genericamente, mais ocorrências de queda do clítico quando o verbo é usado em sentido literal. Além disso, os verbos em PB são também geralmente mais propícios à queda de SE. Os verbos com SE inerente – rir(-se), casar(-se), reunir(-se) e sentar(-se) – têm um comportamento também bastante variável. Ainda com SE inerente, foram analisadas diferentes estruturas com os verbos lembrar, recordar e esquecer, no que diz respeito à presença da preposição e do clítico. Constatou-se que o fenómeno da queda da preposição de antes de completivas é semelhante em PE e PB, enquanto a queda do clítico antes de SN ou de completiva não finita é bastante rara em PE e relativamente frequente em PB. Importa ainda referir que em vários dos pontos estudados os instrumentos normativos se revelaram pouco coerentes ou omissos. | por |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10362/10218 | |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.publisher | Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa | por |
| dc.subject | Norma | por |
| dc.subject | Variação | por |
| dc.subject | Clítico | por |
| dc.subject | SE | por |
| dc.subject | Indeterminado | por |
| dc.subject | Passivo | por |
| dc.subject | Anticausativo | por |
| dc.subject | Inerente | por |
| dc.title | O Clítico SE: entre a Norma e a Variação | por |
| dc.type | master thesis | |
| dspace.entity.type | Publication | |
| rcaap.rights | openAccess | por |
| rcaap.type | masterThesis | por |
