| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 912.7 KB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Diversos trabalhos têm vindo a demonstrar, através de ensaios in vitro, que as infusões de plantas medicinais possuem elevado potencial antioxidante. Contudo para que esse potencial se mantenha nas condições fisiológicas é necessário, entre outras condições, que os compostos por ele responsáveis resistam à digestão gastrointestinal. O objectivo deste trabalho foi estudar o efeito da simulação in vitro da digestão gastrointestinal na composição em fenóis e flavonóides totais, bem como na actividade antioxidante de duas infusões de consumo corrente em Portugal: cidreira e tília. A actividade antioxidante foi avaliada pelos ensaios CUPRAC, quelação de Fe(II) e sequestro dos radicais hidroxilo e anião superóxido.
No caso da infusão de tília, a simulação in vitro da digestão, levou a uma diminuição de cerca de 23% do teor em compostos fenólicos totais, cerca de 16% do teor em flavonóides totais e cerca de 24% do valor de CUPRAC, não tendo qualquer efeito sobre o sequestro do radical anião superóxido. No caso da infusão de cidreira a simulação da digestão levou apenas à redução em cerca de 9% do valor de CUPRAC. Nos ensaios de sequestro do radical hidroxilo e de quelação de Fe(II) não foi possível tirar conclusões devido às enzimas digestivas interferirem com as técnicas analíticas.
Os resultados obtidos permitem concluir que, apesar das diferenças observadas antes e após a simulação da digestão gastrointestinal, a maioria dos compostos responsáveis pelo potencial antioxidante das infusões de tília e de cidreira não perde a sua actividade durante o processo digestivo.
Descrição
Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em
Tecnologia e Segurança Alimentar
Palavras-chave
Infusão de cidreira Infusão de tília Actividade antioxidante Digestão gastrointestinal
