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FCSH: IHC - Documentos de conferências nacionais

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  • A formalização de espaços públicos durante o Calcolítico no Alto Douro Português
    Publication . Vale, Ana Margarida Aparício do; Cardoso, João Muralha; Gomes, Sérgio Alexandre da Rocha; Jorge, Vítor Manuel de Oliveira; Departamento de História (DH); Instituto de História Contemporânea (IHC)
    O recinto murado de Castanheiro do Vento (V. N. de Foz Côa) apresenta-se como um intrincado e labiríntico espaço de construção pautado por uma acentuada variabilidade de estruturas. Este texto versa sobre as Grandes Estruturas Circulares (GEC), um tipo arquitetónico individualizável pela sua dimensão e planta. Analisandose esta unidade arquitetónica, colocar-se-á a hipótese de estes locais acolherem ações diversas, indiciadoras das múltiplas e complexas relações entre o sítio e o território, sendo o território e o dia-a-dia das comunidades convocados para o interior do recinto, em particular e de modo formal, através da formalização e vivência destes espaços. Desta perspetiva, as estruturas são interpretadas como locais de assembleia – lugares públicos de atualização da rede territorial do recinto. The walled enclosure of Castanheiro do Vento (V. N. Foz Côa) is an intricate and labyrinthine constructed space characterised by a significant variety of structures. This paper focuses on large circular structures (GEC), which can be identified by their size and general ground plan. Through an analysis of these architectural units, this study hypothesises that these spaces hosted various activities, indicating the multifaceted and complex relationships between the site and the surrounding territory. The paper further explores the integration of the territory and the everyday lives of the communities within the enclosure through the formalisation and use of these spaces. From this perspective, the structures are interpreted as assembly areas - public spaces that manifest the territorial network of the enclosure
  • A família em película
    Publication . Girotto, elisabetta; Instituto de História Contemporânea (IHC)
    O estudo pretende analisar a relação entre o tempo livre, o style of life estado-unidense, o Estado e a Família nos anos cinquenta em Itália. Debruça-se em particular sobre as continuidades e as mudanças das relações entre a esfera do tempo livre, do poder e da família, do ponto de vista do público e do privado. As fontes são múltiplas: documentos audiovisuais produzidos pelos Presidenza del Consiglio dei Ministri e pela United States Information Service2 relativas a aspectos ligados à relação entre família e espaço público; as revistas de atualidade e de informação, em particular o Europeo e a Famiglia Cristiana, até aos Homes movies, os quais representam momentos que são difíceis de encontrar nas películas da propaganda e do entretenimento, para reconstrução dos elementos que caracterizam a esfera do privado.
  • The literary arsonist
    Publication . Queiroz, Ana Isabel; Ágoas, Frederico; Portela, Joana; Sousa, Joana; Carmo, Miguel; Departamento de Geografia e Planeamento Regional (DGPR); Instituto de História Contemporânea (IHC); Instituto de Estudos de Literatura e Tradição (IELT - NOVA FCSH); Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS.NOVA - NOVA FCSH)
    Fires in rural landscapes were imagined and represented in Portuguese literature from the early 20th century to the present. We analysed a set of 55 excerpts from 43 published texts produced by 29 writers. These excerpts, which we call pyrostories, convey a literary and historical perspective of how and why those fires occur and their impacts as socioecological drivers. Arsonists are found in a third of these pyrostories, which stand out in the texts where fire origin is identified. Writers included in the literary corpus portrayed the characters of the arsonists as people struggling with difficult living conditions and subordination. A content analysis of the environmental and social contexts of fire ignition and the portrayals of fires given in the pyrostories reveal the anti-idyll of rural life in Portugal during the Estado Novo (1933-1974) and represent the use of fires as a tool of resistance and protest, also despair, against private interests and state forestry policies. Thus, from the writer’s vantage point, fires are depicted as ‘friends’, ‘foes’ or both, depending on the perspectives of different local actors. Pyrostories grant notoriety to the arsonist, giving her/him a literary role with historical significance in the social and environmental research into rural fires.
  • O nascimento da Infanta Isabel Maria
    Publication . Urbano, Pedro; Instituto de História Contemporânea (IHC)
    Apresentação e análise de documento do Arquivo Municipal de Loulé, referente ao nascimento da infanta D. Isabel Maria de Bragança (1801-1876)
  • Controlar o fogo pelo fogo?
    Publication . Ágoas, Frederico; Gomes, Inês; Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS.NOVA - NOVA FCSH); Instituto de História Contemporânea (IHC)
    Os incêndios rurais convocam um profundo alarme social. À margem do furor mediático e político que suscitam, geraram-se em torno deles elaboradas ideias e práticas burocráticas e científicas a que correspondem, na universidade e na administração central, vastos domínios institucionais. Como tem sido apontado, trata-se de um processo que em Portugal remonta à década de 1950 e que fez dos incêndios florestais um objeto simultaneamente técnico e epistémico. Documentar a emergência do tópico, enquanto tal, e a lenta constituição de um campo científico-burocrático consignado à prevenção e ao combate dos fogos florestais, permite não só ajudar a contextualizar o aparato institucional e os discursos especializados que hoje se ocupam do tema, na esteira de trabalhos análogos, mas também recuperar algumas fontes, mais ou menos esquecidas, para a história dos incêndios rurais e, ainda, vislumbrar o papel do Estado e dos silvicultores na construção do problema. Esta comunicação recupera algumas das mais antigas menções aos incêndios florestais em meio académico, assinala a afirmação do tópico como objeto de pesquisa e de governo, em torno da ideia de uma floresta sem fogo, e sinaliza a tímida afirmação, após a revolução democrática de 1974, de um campo de estudos associado à possibilidade de adotar a prática ancestral – nunca verdadeiramente esquecida, mas entretanto abafada – de controlar o fogo pelo fogo.
  • Portuguese colonial architectural archives at the Arquivo Histórico Ultramarino, mid 19th century - 1975
    Publication . Canas, Ana; Portugal, Maria Manuela; Henrique, Sónia Isabel Duarte Pereira; Instituto de História Contemporânea (IHC)
  • History of Photography as an hyperdocument
    Publication . Marques, Susana Lourenço; Instituto de História da Arte (IHA)
  • Introdução
    Publication . Cabreira , Pamela; De Sordi, Denise; Instituto de História Contemporânea (IHC)
  • O ensino da arte de minas e metalurgia
    Publication . Costa, Patrícia; Instituto de História Contemporânea (IHC)
  • Norton de Matos e o milagre de Tancos
    Publication . Janeiro, Helena Pinto; Instituto de História Contemporânea (IHC)
    A consagração do ministro Norton de Matos como o principal obreiro do ‘milagre de Tancos’ que possibilitou que dezenas de milhares de portugueses fossem combater em França durante a I Guerra Mundial, nada teve de acidental. Neste artigo, começaremos por analisar as estratégias de relações públicas e propaganda do ministério da Guerra para promover a imagem da operação de treino militar no polígono militar de Tancos, recorrendo ao cinema, à fotografia e à escrita, usando recursos humanos militares e controlando, de várias formas, os recursos humanos civis, nomeadamente os jornalistas. Controlo que passava por um apertado exercício da censura prévia mas que não esquecia a sedução. De seguida, discutiremos o outro lado da moeda: como a imprensa se posiciona face às notícias e reportagens da preparação militar portuguesa em Tancos. Escolhemos, pelo seu significado simbólico, o caso da cobertura jornalística da parada realizada nos campos de Montalvo a 22 de Julho de 1916. Ironicamente, veremos como o incidente mais significativo entre a imprensa e o governo durante a preparação militar em Tancos ocorrerá precisamente no âmbito desta que foi a maior operação de relações públicas e propaganda jamais organizada pelo exército em Portugal. Veremos como aquele episódio, que levou a um protesto formal da Associação de Classe dos Trabalhadores da Imprensa de Lisboa, não impediu que os enviados especiais da imprensa portuguesa à parada das tropas treinadas em Tancos escrevessem peças em que a reportagem jornalística ia a par da mais pura propaganda patriótica. Nem por isso a opinião pública portuguesa foi conquistada para a causa da guerra, como a correspondência interceptada pela censura no Verão quente de 1916 bem revela, numa demonstração cabal da distância que vai do mito à realidade.