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Revista de História da Arte (2008) N.º 5

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De acordo com a linha programática da Revista de História da Arte, o seu nº 5, recolhe a maioria das conferências que estruturaram o XI Curso Livre do Instituto de História da Arte, consagrado à temática do Retrato que decorreu, com assinalável sucesso, em 2007. Como também é marca distintiva dos nossos cursos livres, a temática do retrato foi tratada numa cronologia extensiva, da Antiguidade Romana em Portugal, passando pela Idade Média, percorrendo o Renascimento e o Barroco para terminar nos tempos mais próximos, do século XIX aos nossos dias. Cumprimos também outro dos traços da nossa actuação: tivemos conferências de docentes do Departamento de História da Arte e de alguns dos nossos discípulos, mas, sobretudo, de colegas que trabalham noutras Universidades ou Institutos Politécnicos (Universidade Aberta, Universidade de Coimbra, Universidade Católica, Instituto Politécnico de Tomar) e do Museu Nacional de Arte Antiga, com quem mantemos relacionamentos pessoais e institucionais que são um dos mais estimulantes sinais do excelente estado da história da arte em Portugal.

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  • Mosaico da “Casa da Medusa” Alter do Chão
    Publication . António, Jorge; Caetano, Maria Teresa
  • A Cor na Iluminura Portuguesa uma abordagem interdisciplinar
    Publication . Miranda, Adelaide; Lemos, Ana; Claro, Ana; Miguel, Catarina; Melo, Maria João
    A cor na iluminura medieval portuguesa: uma abordagem interdisciplinar, foi o nome dado ao projecto que começou pelo estudo de dois manuscritos datados, do fundo do Mosteiro de São Mamede do Lorvão, os designados, Livro das Aves e o Apocalipse do Lorvão: apesar da diversidade do fundo a identificação destes dois manuscritos com cólofons, em que surge referência à datação e ao local de produção, torna-os especialmente importantes. Foi em torno deles que se juntaram duas equipas de investigação, a de História de Arte e a de conservação e Restauro. Para os historiadores de arte, apesar destes manuscritos terem sido objecto de vários estudos, permaneciam dúvidas quanto à sua genealogia, à existência de um scriptorium com capacidade para os produzir, à constituição e qualidade da paleta de cores e às opções estéticas dos iluminadores. À partida estávamos conscientes da originalidade que estes manuscritos apresentavam no contexto da iluminura do românico. Contudo,era necessário um estudo rigoroso que só uma caracterização material podia dar resposta; um estudo dos materiais pictóricos e técnicas que permitisse obter o máximo de informação, no estado actual dos conhecimentos, nomeadamente quanto à composição das tintas e construção da cor. Assim nasceu o grupo interdisciplinar que partindo destes dois manuscritos estendeu a sua pesquisa aos restantes do fundo do Lorvão, conservados na DGARQ / Torre do Tombo, pertencentes ou atribuídos ao século XII – 1º quartel do século XIII. Com base no período cronológico estabelecido foram seleccionados nove manuscritos, representativos de uma grande riqueza artística e de uma diversificada paleta de cores, a partir dos quais foram elaborados estudos codicológicos bem como uma análise dos dados estilísticos e iconográficos. Esta análise será ulteriormente aprofundada no âmbito do projecto “A cor da iluminura medieval portuguesa no contexto Europeu: partilha e singularidade”.
  • Recensão
    Publication . Melo, Joana Ramôa
    Contém recensão de: BARRADAS, Alexandra, Ourém e Porto de Mós. A obra mecenática de D. Afonso, 4º conde de Ourém. Lisboa: Edições Colibri, 2006
  • Breves pensamentos em torno dos Mirabilia Aqvarvm
    Publication . Caetano, Maria Teresa
    Contém recensão de: Mourão, Cátia (2008) – MIRABILIA AQVARVM. Motivos aquáticos em mosaicos da Antiguidade no território Português. Lisboa: EPAL – Empresa Portuguesa das Águas Livres, S.A., por Maria Teresa Caetano
  • O fotográfico como retrato e “Readymade” a propósito de Alfred Hitchcock
    Publication . Leitão, José António
    Sempre que se fotografa alguém faz-se retrato. Retrato, precisamente segundo os critérios tradicionais da análise formal: representa-se alguém concreto com fidelidade ao visível. Se a fotografia faz, sempre, mesmo que secundariamente, retrato, isso acontece pela “natureza” do fotográfico: a fotografia é “retrato” do mundo - seu duplo mimético exacto. Não é a Verónica que faz do ícone retrato e, portanto, “verdadeiro” (verum Eikôn)? Não é a fotografia, numa das suas mais antigas e perduráveis ficções, verdadeiramente fundadora, uma verónica da Natureza? Este Mandilion, esta cópia automática do mundo, não é, também, readymade? Apropriação, ficcionalmente sem outra intervenção senão a da escolha.
  • O Retrato de Dom Sebastião: Costa Pinheiro ou a ‘desmitificação’ da retratística histórica oficial
    Publication . Marques, Bruno
    Na série dos Reis, Costa Pinheiro desvirtua uma amálgama de signos provenientes da estatuária, da heráldica e da iconografia das cartas de jogar, em função de um jogo poético que confunde ironicamente lenda, memória e história no mesmo horizonte de representação. Desígnio que antecipa a verve “anti-zarco” de João Cutileiro, ao exortar uma desmitificação dos estereótipos naturalizados pelos esquemas iconológicos que a estatuária oficial estadonovista veicula. Como alternativa à dissolução do género, corrompido na sua “lei” (efeito da arbitrariedade radical que liberta o significante neo-figurativo do lastro do sujeito/referente que o consubstanciava), supõe-se uma ideia de retrato expansivo e permeável, que se firma em permanente extravasamento. Estatuto que não o nega, antes o desloca ante as suas estipulações históricas mais ortodoxas.
  • Luminismo e “Tenebrismo” – Malhoa e o Retrato
    Publication . Saldanha, Nuno
    O Retrato foi uma das temáticas mais frequentes na obra de Malhoa, circunstância decorrente das necessidades crescentes do mercado, e da sua própria subsistência financeira. Ela desenvolve-se entre duas modalidades, oscilando entre o Luminismo e o “Tenebrismo”. E, talvez daí, resulte grande parte do seu sucesso, ao tornar-se mais susceptível do agrado generalizado, promovendo uma resposta eficaz às “oscilações do gosto”. Logo depois do Género, foi justamente no Retrato que obteve alguns dos seus maiores êxitos e galardões internacionais. Se, por um lado, se mostra devedor das influências dos mestres do passado, como Velásquez, Frans Hals, Rembrandt, ou Murillo, por outro, a própria obra não deixa de indiciar referências mais modernas, estilísticas ou técnicas. A corrente luminista da arte do retrato, atinge níveis excepcionais, constituindo assim a vertente mais moderna da sua obra.