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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Na série dos Reis, Costa Pinheiro desvirtua uma amálgama de signos provenientes da
estatuária, da heráldica e da iconografia das cartas de jogar, em função de um jogo
poético que confunde ironicamente lenda, memória e história no mesmo horizonte
de representação. Desígnio que antecipa a verve “anti-zarco” de João Cutileiro, ao
exortar uma desmitificação dos estereótipos naturalizados pelos esquemas iconológicos
que
a
estatuária
oficial
estadonovista
veicula.
Como
alternativa
à
dissolução
do
género,
corrompido
na
sua
“lei”
(efeito
da
arbitrariedade
radical
que
liberta
o
significante
neo-figurativo
do
lastro
do
sujeito/referente
que
o
consubstanciava),
supõe-se
uma
ideia
de
retrato
expansivo
e
permeável,
que
se
firma
em
permanente
extravasamento.
Estatuto
que
não
o
nega,
antes
o
desloca
ante
as
suas
estipulações
históricas
mais ortodoxas.
Descrição
Revista do IHA, N.5 (2008), pp.188-207
Palavras-chave
Costa Pinheiro D. Sebastião Retrato Neo-figuração Pintura Anos 60 do século XX
Contexto Educativo
Citação
Editora
Instituto de História da Arte - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/UNL
