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  • AT 35 Português pluricêntrico para fins específicos
    Publication . Duarte Martins, Susana; Dechamps, Christina; Departamento de Estudos Portugueses (DEP); Centro de Linguística da UNL (CLUNL); Departamento de Línguas, Culturas e Literaturas Modernas (DLCLM)
    Esta comunicação visa abordar a subvalorização da língua para fins específicos (LFE) em português nas políticas linguísticas educativas, patente nos documentos orientadores de referência para o ensino de línguas – Quadro Europeu (2001, 2020) e referenciais portugueses, que resulta na necessidade, quer de formação adequada, quer de recursos linguísticos, que apoiem os professores de português língua estrangeira na sua prática docente. Partindo de um eixo considerado essencial para o desenvolvimento de uma didática do português como língua pluricêntrica: as teorias conducentes às práticas de ensino e aprendizagem do português em qualquer área de conhecimento, começa por se enquadrar as LFE no contexto das abordagens metodológicas para o ensino de línguas por um lado, e da linguística de corpus e das metodologias de base lexical e terminológica por outro. A combinação entre as metodologias da linguística de corpus e da terminologia serão privilegiadas para o desenho de cursos de LFE e como fontes por excelência da criação de materiais didáticos autênticos, permitindo simultaneamente o contacto direto com textos especializados de qualquer variedade linguística do português. Esta abordagem possibilita o desenvolvimento de uma série de atividades centradas no aluno, como a organização de sistemas de conceitos da área científica em causa, a criação de fichas terminológicas e, em última instância, a elaboração de glossários e outros recursos linguísticos mais complexos (Duarte Martins 2022). Considerando o valor económico do português como língua global (Reto 2020), torna-se ainda imprescindível que os docentes de português para fins específicos dominem os valores e comportamentos das culturas em contacto nos países-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, promovendo estratégias que simultaneamente as valorizem e respeitem, dinamizando aulas inclusivas e construindo materiais culturalmente sensíveis em convergência com a investigação desenvolvida pelos estudos dedicados à gestão intercultural e afins (Morrison & Conaway 2006; Meyer 2014; Finuras 2011, 2018).
  • O desenvolvimento de materiais para o ensino de PL2 em Timor-Leste no contexto do projeto de cooperação delegada PFMO
    Publication . Albino, Susete; Secção Autónoma de Educação e Formação Geral; CHAM - Centro de Humanidades
    O Projeto PFMO resultou do Acordo de Delegação - FED/2017/387410, firmado entre a União Europeia e o Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, I.P, para a implementação da Componente 2 da “Parceria para a melhoria da prestação de serviços através da gestão e supervisão das finanças públicas em Timor-Leste”, no âmbito da Convenção de Financiamento homónima celebrada com a República Democrática de Timor-Leste (FED/2016/037-957). A Componente 2 do programa previa, entre outros, a dinamização de parcerias com entidades parceiras portuguesas, o apoio à capacitação institucional e a formação intensiva em língua portuguesa de nível técnico e de especialidade, adaptada ao contexto de trabalho dos beneficiários diretos, a saber: (i) deputados e técnicos do Parlamento Nacional; (ii) auditores e juízes do Tribunal de Recurso e da Câmara de Contas; (iii) magistrados da Procuradoria-Geral da República e do Ministério Público; (iv) auditores e inspetores da Inspeção Geral do Estado (IGE); (v) investigadores e especialistas da Polícia Científica e de Investigação Criminal (PCIC); (vi) investigadores e especialistas da Comissão Anticorrupção (CAC); (vii) técnicos das Organizações da Sociedade Civil, membros do Fórum das Organizações Não Governamentais de Timor-Leste e da Rede Nacional de Auditoria; e (viii) técnicos da Secretaria de Estado da Comunicação Social e jornalistas timorenses. As particularidades da formação a ministrar e a ausência de recursos didáticos para o ensino do português como L2 adequados ao público-alvo, exigiu a criação de materiais próprios. Assim, partindo de uma breve apresentação da Componente 2 do PFMO, esta comunicação debruça-se sobre o trabalho que antecedeu a produção dos doze manuais do Projeto e que compreendeu a caracterização do perfil sociolinguístico e a determinação do nível de proficiência e das áreas críticas dos formandos. São, ainda, discutidos os princípios, abordagens e perspetivas que nortearam a sua delineação, tendo como suporte os trabalhos de autores como Hutchinson e Waters (1991), Tomlinson (1998, 2003, 2018), Tomlinson & Mashura (2018) e Wong, Kwok & Choi (1995). Palavras-chave: Aquisição do português como L2, Português para fins específicos, Materiais didáticos.
  • Ensino de línguas para fins específicos
    Publication . Dechamps, Christina; Duarte Martins, Susana; Departamento de Estudos Portugueses (DEP); Centro de Linguística da UNL (CLUNL); Departamento de Línguas, Culturas e Literaturas Modernas (DLCLM)
    Num mundo cada vez mais globalizado, importa atualmente promover o multilinguismo em oposição à crescente “macdonaldização” (Renard, 2000) da comunicação técnica e científica. Esta promoção passa nomeadamente por uma formação dos docentes de língua repensada e reformulada, tendo em conta os desafios atuais do mundo profissional, mas também do mundo da educação. Após uma breve descrição do estado do ensino e aprendizagem das línguas para fins específicos (LFE) em Portugal, tencionamos no âmbito desta comunicação: 1) Comparar a situação do ensino e aprendizagem do português para fins específicos (PFE) em Portugal com o que se observa para as outras línguas; 2) Analisar os documentos orientadores oficiais europeus, bem como os provenientes do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (programas e outras orientações curriculares, medidas e orientações para a formação docente) e apresentar sucintamente os principais elementos relativos ao ensino das LFE e do PFE; 3) Descrever o estado atual da formação inicial e contínua dos docentes de PFE em Portugal, sendo certo que os mesmos são em primeiro lugar formados para o ensino do português língua materna (PLM) e/ou português língua não materna (PLNM); 4) Estabelecer um levantamento dos desafios – a nível de formação docente - acarretados pela situação acima descrita; 5) Delinear algumas propostas que possam sustentar uma reflexão mais aprofundada sobre a formação inicial e contínua dos docentes de PFE e contrariar, deste modo, a falta de investimento no ensino das LFE.
  • O uso de metáforas verbais no ensino-aprendizado de instrumento musical
    Publication . Rodrigues, Helena; Vidile, Braulio; Pereira, Ana Isabel; Departamento de Ciências Musicais (DCM); Centro de Estudos em Música (CESEM - NOVA FCSH)
    Metáforas verbais são estratégias de ensino-aprendizado comuns em aulas de instrumento musical, mas apenas recentemente vêm sendo investigadas em estudos específicos.Para entender o estado da arte do tema, uma Revisão de Literatura PRISMA localizou e comparou 14 estudos sobre o ensino-aprendizado de instrumento musical, para qualquer faixa etária, através de metáforas verbais. Prevaleceram, nos estudos, o gênero música clássica ocidental e participantes adultos, universitários de nível musical avançado. Todas as famílias de instrumentos musicais estiveram representadas. A exploração dos temas (a) Funções da metáfora, (b) Imprecisão e imprevisibilidade e possíveis medidas de compensação e (c) Sugestões para pesquisas futuras mostrou que metáforas verbais são utilizadas transversalmente no ensino-aprendizado de notação e terminologia, forma e relações musicais, expressividade, técnica e uso do corpo e contexto extramusical, além de serem facilitadoras de relações interpessoais. Parecem favorecer nos estudantes o desenvolvimento de motivação, metacognição, internalização e memorização de conteúdos. Ao mesmo tempo, podem ser percebidas como imprecisas ou imprevisíveis, gerando nos estudantes sentimentos de confusão e frustração. Essa aparente contradição parece indicar que (a) metáforas podem desempenhar tanto funções de simplificação quanto de complexificação de conteúdos musicais ou de comportamento corporal ligado à música, e que (b) características de imprecisão ou imprevisibilidade atribuídas a instruções metafóricas podem ser, em alguma medida, compensadas através de um maior conhecimento do contexto em que as instruções ocorrem e pela utilização conjunta com outras estratégias de ensino, como modelagem auditiva e uso de instruções técnicas, entre diversas outras. Considera-se que mais investigações específicas sobre a influência de variáveis na instrução por metáforas verbais (ligadas aos sujeitos envolvidos e a elementos musicais e pedagógicos) e sobre os processos cognitivos que ligam metáforas a seus contextos podem contribuir para um entendimento mais aprofundado da estratégia de ensino e, eventualmente, para uma sua maior adoção institucional.
  • The Dominican Gradual and Antiphoner Fragments of Évora Cathedral: Non-Conformities in Chant and Their Context
    Publication . d'Alvarenga, João Pedro; Centro de Estudos em Música (CESEM - NOVA FCSH)
    Among the musical Non-Conformities in Chant and Their Contextmanuscripts preserved at Évora Cathedral is an unbound composite volume consisting of fragments from at least four, possibly five, chant books: two or three temporal graduals, one sanctoral gradual, and two temporal antiphoners. Originally comprising more than 215 folios, of which 89 survive, the fragments derive from volumes copied in the 1510s, most likely for the Dominican convent of São Domingos in Évora. Their textual content is entirely consistent with Dominican use. The chant of the gradual fragments likewise conforms to the Dominican tradition, apart from minor simplifications comparable to those found in other Portuguese Dominican sources. A markedly different situation is found in the antiphoner fragments. Here, most melodies were subsequently corrected to accord with the Dominican prototype, although the original layer remains largely recoverable beneath the alterations. Its melodic features point to an Aquitanian–Iberian tradition displaying a complex combination of northern and southern elements and only limited affinity with surviving medieval and early modern chant sources from Évora and Braga. This paper examines the physical characteristics and probable origin of the fragments, analyses some of the principal points of melodic divergence from the Dominican chant tradition, and considers what these fragments reveal about the reception, adaptation, and transmission of Dominican chant in early peripheral foundations of the Order.
  • Projeto TERMVEST
    Publication . Duarte Martins, Susana; Departamento de Estudos Portugueses (DEP); Centro de Linguística da UNL (CLUNL)
    O Vocabulário de Termos Básicos para a Catalogação do Traje do Conselho Internacional de Museus (ICOM) vem assinalar a necessidade de classificação e de normalização dos termos do traje como instrumento para o desenvolvimento de boas práticas de catalogação dos acervos museológicos. Dada a ausência da língua portuguesa (LP) neste vocabulário, iniciou-se no Brasil um trabalho de estabelecimento dos seus equivalentes para o português, um projeto interdisciplinar que alia as metodologias da terminologia ao trabalho de catalogação das peças de indumentária (Pimentel & Volpi, 2023). A identificação de equivalentes das peças de indumentária e acessórios do vocabulário do ICOM estendeu-se ao português europeu (PE), numa colaboração entre a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e o CLUNL, da qual nasceu o projeto TERMVEST – Terminologia do Vestuário: Versão Português Europeu, dando continuidade ao trabalho desenvolvido pela equipa brasileira, em parceria com o Museu Nacional do Traje – Portugal (Volpi, Duarte Martins & Pinto 2025). O projeto desenvolveu-se em três fases principais: i) a recolha de corpora para a identificação de equivalentes em português; ii) o desenvolvimento de uma base de dados com os equivalentes em PE das peças do vocabulário do ICOM e outras informações de natureza linguística (fontes, contextos de uso, datação, sinónimos e variantes); iii) validação de termos por especialistas. Entre os principais constrangimentos na identificação de equivalências em PE, contam-se: i) a ausência de imagens ou a qualidade das imagens associadas aos termos; ii) a falta de localização temporal dos termos e imagens; iii) a escassez de fontes em LP; iv) a variação diatópica dos termos que designam uma mesma peça no PE e no português do Brasil; v) outros aspetos de natureza linguística (o número - singular ou plural - na designação das peças, a grafia dos estrangeirismos, as equivalências parciais). O desafio da fixação dos termos do domínio da moda é um problema vastamente reconhecido entre especialistas, já desde Boucher (1967). O recurso às metodologias da terminologia, em colaboração com especialistas da área, como historiadores e museólogos, contribui para a normalização e harmonização da terminologia do traje em LP, promovendo o desenvolvimento de boas práticas no âmbito da conservação e curadoria de acervos e a sustentabilidade das suas peças.
  • O traje em investigação na NOVA FCSH
    Publication . Duarte Martins, Susana; Pinto, Carla Cristina Alferes Salgado da Silva; Departamento de Estudos Portugueses (DEP); Centro de Linguística da UNL (CLUNL); Departamento de História (DH); CHAM - Centro de Humanidades
    O conhecimento sobre a história, técnicas e ofícios, usos e práticas culturais associadas ao traje em Portugal, sobretudo antes do período contemporâneo, tem sido pouco explorado pela academia. Reconhecendo-se como um campo de trabalho holístico que toca diferentes domínios disciplinares, a investigação sobre o vestuário tem estado dispersa por diferentes universidades e ciclos de estudo. A necessidade de dar visibilidade a este domínio na investigação realizada na NOVA FCSH, resultou na dinamização de vários projetos financiados, no passado, na atualidade e com desenvolvimentos a curto prazo. Com início em 2019, o projeto VESTE – Vestir a corte: traje, género e identidade(s) pretende contribuir para a escrita de um estado da arte sobre o traje português, suscitando uma problematização mais sistemática, transdisciplinar e abrangente, promovendo redes de trabalho abertas (com outros centros de investigação – NOVA CLUNL, para o desenvolvimento do vocabulário associado ao vestuário histórico; com os museus do traje nacionais, para estudo das peças de roupa; com redes de trabalho de materiais, como o couro dos sapatos), a liderança e a participação em projetos de investigação (como o DRESS – DesenhaR a moda das fontES quinhentistaS ou o TERMVEST – Terminologia do Vestuário: Versão Português Europeu) e o estímulo à realização de dissertações e teses sobre a história e o património do vestuário na NOVA FCSH (Pinto, Garcia & Fragoso 2023; Pinto 2022). Desenvolvido no NOVA CLUNL, o referido projeto TERMVEST (2019-2026), tem como propósito a criação da versão portuguesa do Vocabulário de Termos Básicos para a Catalogação do Traje do Conselho Internacional de Museus (ICOM), em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Com a publicação em português do glossário de termos do traje pelo ICOM (Volpi, Duarte Martins & Pinto 2025) e o evento internacional sobre terminologia do vestuário, organizado na NOVA FCSH (2026), encerra-se o primeiro ciclo de projetos que conciliam a terminologia e o traje em língua portuguesa. Encontra-se, em fase de avaliação, um novo projeto, que pretende dedicar-se à criação de um recurso linguístico sobre a terminologia do traje em português, numa perspetiva pluricêntrica, contando como entidades parceiras instituições ligadas à museologia, à lexicografia e à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, dando continuidade à investigação sobre o traje na NOVA FCSH.
  • Dar nome às coisas e imagens
    Publication . Pinto, Carla Cristina Alferes Salgado da Silva; Departamento de História (DH); CHAM - Centro de Humanidades
    Nos últimos anos tenho estado envolvida na investigação da história e culturas da moda em Portugal no período moderno. Este tema, inovador no âmbito da academia portuguesa, tem colocado desafios (sobretudo) metodológicos, uma vez que não existem no país coleções museológicas históricas anteriores ao século XVIII. Neste sentido, identificou-se desde cedo a necessidade de desenvolver métodos complementares e alternativos (como a reconstituição histórica do vestuário) para o estudo dos objetos, técnicas e processos de confeção do vestuário, bem como a participação em projetos coordenados por investigadores de áreas disciplinares complementares, como o TermVest. Os desafios metodológicos, a escassez de fontes trabalhadas/trabalháveis (materiais, arqueológicas e textuais) e a minha formação de base em história da arte, foram clarificando um dos campos de trabalho que se pretende desenvolver, e que liga a imagem da coisa/a coisa, isto é, as diferentes peças de vestuário, ao vocabulário e definição da mesma. O desenvolvimento deste campo de trabalho na academia e nos museus coloca, também, desafios na área patrimonial, pelo que esta comunicação inscreve-se no conjunto de reflexões em curso sobre a operacionalidade de fashion heritage (património do vestuário) enquanto conceito associado ao legado histórico, cultural e criativo do vestuário e da sua confeção. Este conceito inclui a investigação e conhecimento do design, do artesanato tradicional e da criação de marcas, recorrendo à materialidade e história e aos recursos digitais e arquivos, que são usados como motivo de investigação, de inspiração e de formação/educação. Esta apresentação irá focar-se nos obstáculos que nos têm surgido no estudo do vestuário até ao final do século XVIII, no recurso a metodologias e equipas de trabalho transdisciplinares e nos desafios que queremos abraçar e desenvolver na sequência do estado da arte gerado por esta conferência através da apresentação de casos de estudo, designadamente: a) as técnicas e utensílios de costura; b) as palavras e as coisas (camisa; saio/saia); c) padrões de design e segredo.
  • The Science of Being Happy
    Publication . Urbano, Pedro; Instituto de História Contemporânea (IHC)
    This poster presents a micro-historical analysis of 82 private letters written by Maria Inácia Braamcamp (1788–1829) to her exiled husband Anselmo José during the political turmoil following the Vilafrancada coup of 1823. Situated at the intersection of the history of emotions and contemporary motivational psychology, this study examines how Braamcamp's correspondence functioned as a systematic project of emotional regulation, what she termed the "science of being happy." Drawing on Situated Expectancy-Value Theory (Eccles & Wigfield, 2020), Self-Determination Theory (Ryan & Deci, 2000), and Control-Value Theory (Pekrun, 2024), this paper identifies how Braamcamp intuitively deployed modern motivational constructs to counteract her husband's "fatal melancholy." Her letters reframed happiness as an acquired competence, sustained relatedness through frequent domestic updates, fostered competence by affirming his paternal role, and preserved autonomy by deferring to his "good judgement" despite persistent counsel. The findings challenge conventional narratives of female passivity in nineteenth-century domestic spheres, revealing Braamcamp as an active agent whose emotional labour guaranteed both material stability and the psychological integrity of her husband's self-concept. Her correspondence moved her husband from controlled to integrated motivation, transforming external demands into internalised values. This recovery of pre-theoretical psychological strategies offers historians of emotion a framework for understanding how resilience was cultivated within intimate relationships, while providing psychologists with historical evidence to inspire experimental research on the teachability of happiness and the gendered dimensions of motivational support.
  • Naming the Economy
    Publication . Duarte Martins, Susana; Departamento de Estudos Portugueses (DEP); Centro de Linguística da UNL (CLUNL)
    Proper names and lexical shortenings are closely intertwined as integral components of a community’s culture and identity, sharing common dynamics of naming, condensation, and social circulation. Onomastic and epigraphic practices lie at the origin of many shortenings, especially siglation, whose roots go back to abbreviations for Jesus Christ and later to masons’ marks, funerary inscriptions, and medals. As the choice of proper names depends on motivation, convention, and identification, shortenings likewise do more than compress forms: they construct identity and assign value. Motivated acronyms can convey humour and irony, often through stereotyping, as in PIGS or STUPID for economically fragile countries, while strategic acronyms such as BRICS, CARBS, and CASHH frame emerging markets positively. A corpus of Portuguese economic press shows the productivity of shortenings in institutional names, reinforcing their naming function. Their structure, circulation, translation, and humorous or ironic potential reveal how shortenings shape social representations and renew the lexicon.