NMS - Dissertações do Mestrado Integrado em Medicina
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- Patient and renal prognosis after AKI – can new biomarkers help?Publication . Correia, Francisco Sebastião Norton de Matos Canas; Coelho, SílviaAbstract Background: Acute kidney disease (AKD) represents a critical time period during which acute-to-chronic kidney dysfunction occurs and where preventive measures could be applied so as to reduce progression to adverse outcomes. CCL14 is a new biomarker of persistent AKI. We aim to evaluate the medium-term impact of AKI on renal and patient outcomes. Methods: We conducted a retrospective cohort study including adult patients with acute kidney injury (AKI), admitted to a Medical and Surgical Intensive Care Department from November 2017 to August 2019. AKD was defined as the persistence of AKI stage 1 or greater for more than 7 days. Mortality at 90 days, de novo CKD and renal recovery patterns were evaluated. CCL14 and cystatin-C were measured in persistent AKI patients. Statistics were performed in SPSS®29.0. Results: A total of 93 ICU adult patients with AKI KDIGO stage 1 or greater were included in our study; of these, 54% (n=50) developed AKD. Male sex, renal replacement therapy and AKI stage 3 at diagnosis were associated with an odds ratio (OR) (95% CI) of 1.7 (1.0-3.1), 16 (2.1-21) and 3.2 (1.2-8.7), respectively. Survival times since AKI diagnosis were 49.3 weeks (95% CI 32.4-66.1) in AKD patients and 88.8 weeks (95% CI 75.6-102) in non-AKD patients (p<0.01). CCL14 and cystatin-C demonstrated OR (95% CI) of 1.1 (1.0-1.3) and 1.2 (1.0-1.4) and AUC-ROC (95% CI) of 0.52 (0.35-065) and 0.60 (0.46-0.75) for AKD development, respectively. Conclusion: AKD is a prevalent adverse outcome in adult ICU patients with AKI stage 1 or greater. It is associated with a significant increased risk of adverse outcomes and reduced mean survival time. CCL14 and cystatin-C demonstrated poor performance in predicting AKD.
- Real-world evidence on the use and practice of electroconvulsive therapy at a Portuguese general hospitalPublication . Venda, Diana Piedade Bento; Santos, Amílcar Silva dosIntrodução A eletroconvulsivoterapia (ECT) modificada é fruto do que a medicina baseada na evidência é capaz de alcançar. As diretrizes internacionais posicionam-na como o tratamento padrão-ouro para condições psiquiátricas bem definidas, incluindo em doentes geriátricos e naqueles não responsivos ao tratamento habitual. Uma publicação recente sugere que a ECT é subutilizada em Portugal, país cuja prevalência de doença mental severa se encontra bem documentada. No entanto, não existe evidência disponível sobre o uso e a prática de ECT na prática clínica do mundo real, neste país. Objetivos Caracterizar o uso e a prática de ECT no Hospital de Vila Franca de Xira (HVFX), em Portugal, com particular enfoque nos desafios apresentados pela população geriátrica. Métodos Foi realizada uma revisão narrativa sobre a eficácia da ECT na população geriátrica com depressãounipolarresistente ao tratamento. Seguiu-se um estudo de investigação observacional,transversal e retrospetivo que incluiu osdoentes tratados com ECT no HVFX, de 2018 a maio de 2021, após aprovação pela comissão de ética. Considerou-se o último tratamento de fase aguda, administrado em regime de internamento ou em ambulatório. Os doentes com processos clínicos incompletos (n = 2) ou abandono precoce do tratamento (< 4 sessões consecutivas, n = 6) e uma doente crónica refratária não-responsivaforam excluídos. Colheram-se variáveis sociodemográficas, clínicas e relacionadas com o curso de ECT a partir dos registos clínicos eletrónicos dos doentes elegíveis (n = 18). Estimou-se a taxa de prevalência de ECT entre os doentes internados(iP%). Foi conduzida uma análise descritiva comparando os doentes jovens (18-59 anos) e idosos (≥ 60 anos). Entrevistou-se o coordenador da unidade de ECT visando a identificação de barreiras locais no acesso a este tratamento. Por fim, descreveram-se três casos clínicos selecionados entre a subpopulação geriátrica (dois de depressão majore um de perturbação bipolar), a fim de ilustrar desafios diagnósticos, dilemas clínicos e achados de interesse. Resultados A idade média da amostra em estudo foi de 49,8 anos; 44,4% (n = 8) dos doentes pertenciam à faixa etária geriátrica. O diagnóstico mais frequente foi o de perturbação bipolar (n = 9; 50%), à custa dos episódios depressivos, seguindo-se depressão major(n =6; 33,3%). A resposta inadequada a múltiplos ciclos farmacológicos constituiu a indicação mais comum (n = 9; 50%). A ECT foi iniciada com elétrodos em colocação bifrontal e pulso (ultra)breve. Verificou-se remissão em 60% (6/10) dos indivíduos jovens e emaproximadamente 88% (7/8) dos idosos. A mediana do número de sessões de ECT até à remissão foi de 4,0. Todos os efeitos adversos documentados foramtransitórios e ligeiros, sendo os do foro cardiovascular os mais comuns. Durante o follow-up, objetivou-se recidiva ou recorrência em 25% (2/8) dos doentes jovens e em 37,5% (3/8) dos idosos. O iP% global foi de 1,9% (2,5% no período pré-pandémicoe 4,0% no primeiro ano de atividade da Unidade de ECT). Entre as principais barreiras à provisão de ECT constam a falta de anestesiologistas, limitações de espaço e atitudes negativas em relação à ECT, seja por parte dos doentes ou dos profissionais de saúde. Limitações A reduzida dimensão da amostra e a quantidade/qualidade de informação documentada representam limitações importantes. Conclusão Esta tese fornece evidência empírica que suporta a ECT como um tratamento extraordinariamente eficaz, com ação rápida e bom perfil de tolerância, assumindo assim especial relevo na população geriátrica não responsiva ao tratamento farmacológico. Estes resultados, que estão de acordo com a evidência científica, devem encorajar o seu recurso como tratamento de primeira linha nos pacientes para os quais está indicada. Mais preocupante, contudo, é o uso subótimo da ECT, severamente limitado por razões não clínicas. No futuro serão necessários esforços colaborativos para colocar a ECT no lugar que merece: ao alcance dos doentes que dela beneficiam.
