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Nunca más! Nunca mais!

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Neste artigo, pretendo fazer uma reflexão sobre a relação entre a antropologia e a literatura, bem como sobre o papel das emoções na pesquisa sobre etnografias sensíveis. A partir de uma abordagem de passados dolorosos, na Argentina, que remete para uma ditadura (1976-1983) com inúmeras atrocidades cometidas, e com um desaparecimento forçado de cerca de 30.000 pessoas, questiono o papel dos terrenos sensíveis, e a necessidade de os abordar, para construir o porvir, numa relação entre passado e futuro, que escape ao presentismo. Procuro entender o papel continuado do medo, num terreno em que a ESMA, um centro de detenção, tortura e violência de Estado durante a ditadura Argentina (1976-1983), em Buenos Aires, se junta à abordagem de uma novela de Leopoldo Brizuela, Una Misma Noche, de 2012. Entre a ficção e o real, interroga-se a relação do imaginado, do imaginário e da realidade, explorando o limiar da etno-ficção (que não é etno-mentira), num terreno em que a neutralidade é impossível.

Descrição

UID/HIS/04209/2019

Palavras-chave

ditaduras Antropologia literatura real etnografias sensíveis Argentina Leopoldo Brizuela

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