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Recuperação de nutrientes nas escorrências de centrífugas com utilização de insolúveis de cal de ETA

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Resumo(s)

Nos últimos anos, para além da otimização do sistema de tratamento da fase líquida nas ETAR do ponto de vista da eficiência para a qualidade e para a energia, a atenção tem vindo a ser cada vez mais centrada no problema dos fluxos que retornam à cabeça da estação. Dentro daquele que é hoje o paradigma da economia circular e da reutilização, de água ou de resíduos, chamou de forma relevante a atenção a elevada concentração de Ca nos insolúveis de cal, um subproduto da produção de água de cal utilizada nos sistemas de tratamento de águas, podendo transformar-se num agente potenciador da remoção de fósforo presente nas estações de tratamento de águas residuais. Neste âmbito, realizaram-se ensaios de coagulação/floculação com o objetivo de determinar a dose ótima de insolúveis de cal para promover a remoção de nutrientes associados às escorrências provenientes da operação de centrifugação de lamas da ETAR de Castelo Branco e de Évora, de modo a evitar ou, pelo menos, minimizar o contributo em CQO, azoto e fósforo total associado ao retorno das escorrências da operação de desidratação para a cabeça da ETAR. Os resultados obtidos demonstraram que com a concentração de 112,1 mg CaCO3.L-1 como dose ótima de insolúveis de cal as eficiências de remoção para escorrências brutas e escorrências filtradas não obtiveram diferenças significativas. Em relação ao Pt as eficiências de remoção alcançaram valores superiores a 99% em ambas as ETAR e nas duas etapas realizadas (atingindo concentrações inferiores a 1 mg.L-1). Na ETAR de Castelo Branco a eficiência de remoção da CQO atingiu valores entre 62 e 66% e de SST entre 51 e 58,3%. Na ETAR de Évora a eficiência de remoção alcançada para a CQO situou-se entre 31,6 e 57,2% e de SST da ordem dos 50,6%, com exceção, nas escorrências filtradas, onde se verificou terem ocorrido erros experimentais. Em relação ao Nt e NH4 não se registaram remoções significativas, destacando que a adição de insolúveis de cal promoveu um aumento de pH nas escorrências levando a que o aumento da dose de coagulante intensifique o cheiro a amoníaco e permaneça nas escorrências em concentrações elevadas. Os ensaios demonstram que a utilização de insolúveis de cal nas escorrências pode ser uma forma de tratamento eficiente para a remoção de CQO, SST e Pt, económico a nível de despesas internas na ETAR e sustentável pelo reaproveitamento de um subproduto, materializando um exemplo concreto de aplicação dos princípios e da operacionalização de economia circular.

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Palavras-chave

Escorrências Insolúveis de cal Centrífugas Recuperação Nutrientes ETAR

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