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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A passagem da imagem-movimento para a imagem-tempo é um dos tópicos deleuzianos mais comentados. O próprio Deleuze escreveu extensivamente sobre as causas dessa passagem que considerava necessária, mas não progressiva. Porém, a passagem das imagens em movimento para as imagens-movimento tem sido negligenciada, tendo sido esquecida inclusive por Deleuze que, em diversos momentos desvalorizou aquilo a que chamava de “pré-cinema” e “cinema primitivo” em prol da verdadeira essência do cinema que identificava com a técnica da montagem. Na sua filosofia do cinema, Deleuze passou diretamente da fotografia instantânea e dos estudos sobre o movimento em Marey e Muybridge para o cinema-montagem de Griffith, Vertov e Eisenstein. Esta lacuna é, aparentemente, explicada pela influência de Bergson e a sua crítica ao falso movimento, cópia da nossa perceção natural, e à diferença entre “instante qualquer” e “instante privilegiado”. Tendo em conta a abertura do seu sistema taxonómico, analisarei os pioneiros do cinema, como os irmãos Lumière, Méliès, ou Porter, para testar o conceito de imagem-atração, juntamente com uma análise de planos, enquadramentos, movimentos de câmara e planeamento de cenas. O enquadramento conceptual deleuziano será a base teórica da comunicação, mas o objetivo principal não é o de justificar a quase-ausência, ou a sua brevíssima menção, destes pioneiros no seu pensamento, mas antes o de atualizar a práxis filosófica através de uma análise de After Lumière - L’Arroseur arrosé (1974) de Malcolm Le Grice.
Descrição
UID/FIL/00183/2013
Palavras-chave
Gilles Deleuze David Martin-Jones Malcolm Le Grice Lumière Imagem-atração
Contexto Educativo
Citação
Editora
AIM – Associação de Investigadores da Imagem em Movimento
