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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Antes de tudo terei que referir o que qu ero dizer com modelo
sacio-antropológico, sobretudo qu e é um modelo.
Definir modelo é muito difícil poi s pode significar muita co isa:
aquilo que serve ou deve servir de obj ecto de imitação para fazer ou
reproduzir qualquer coi sa ; pode, ainda, ser um cânon, um ensaio de
explicação da chamada estrutura, poi s vivemos num mundo de es truturas
organizadas com as qu ai s construímos e apercebemos es te
mesmo mundo. Na investigação da dita realidade soc ia l, passamos
desta para o modelo e vice -versa . Este contínuo vai-vem nun ca deve
ser interrompido. O modelo imita e representa, mas nun ca co nstitui,
um elemento de controlo da investigação , é um instrumento de comparação
e, ainda, pode significar uma forma de verificação da so lidez
e da própria vida de uma dada es trutura. Em Hi stória, por exemplo,
Braudel afirma que pode se r hipóteses de explicação so lidamente vinculado,
segundo a forma de equação ou da função. Daí o facto de os
modelos poderem ser considerados como si stemas de explicação,
variando até o infi nito : simples ou complexos, físicos ou abstrac tos,
qualitativos ou quantitativos, estatísticos ou dinâmi co s, mecâni cos ou
estatísticos.
