| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 1.57 MB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Why has there never been a space war? The most powerful states on Earth – the US,
China, Russia – have all developed anti-satellite weapons (ASATs), but they have never
used them to destroy each others satellites. This master thesis in International relations (IR)
finds that the distribution of space power in the international system has so far been prone to
peace in space, but the distribution is gradually becoming more dangerous. A history of
international politics between 1957 and 2018 is analysed using a theoretical framework built
on four different neorealist theories. If defined widely, neorealism can include at least
defensive neorealism (DN), offensive neorealism (ON), power transition theory (PTT) and
hegemonic stability theory (HST). The four theories have much in common, but are divided
on the question of war. DN and ON argues that a bipolar balance of power is the safest
system and multipolarity the most dangerous. PTT and HST argues that a preponderance
of power is the safest and power parity the main threat. Two hypotheses, one for each
“camp”, are formulated from the theories and tested against historical evidence on
international space politics in the period between 1957 and 2018. The conclusion is that the
distribution of space power has been bipolar in the First Space Age and unipolar in the
Second Space, but in the underlying components of space power neither the USSR/Russia
or China ever reached up to the US. However, China is rapidly catching up with the US both
in space power and the underlying components – and so are other powerful states. The
distribution of space power In the international system is becoming more multipolar, and a
rising challenger is approaching parity with the dominant one. Thus, according to both
camps of neorealism, the world is entering a period with higher risk for space war. The
thesis aims to be a stepping stone. Even neorealism, a prominent school within the
dominant realist paradigm, has rarely been used to analyse international space politics. The
goal of the thesis is to fill a gap in the growing IR literature on space and experiment with
neorealism to inspire further research on the topic.
Por que nunca houve uma guerra espacial? As Grandes Potências - EUA, China e Rússia - desenvolveram armas anti-satélite (ASATs), mas nunca as utilizaram para destruir os satélites uns dos outros. Esta dissertação de mestrado em Relações Internacionais (RI) visa evidenciar que a distribuição do poder espacial no sistema internacional tem sido até agora propensa à paz no espaço, mas a mesma distribuição tende a tornar-se gradualmente mais perigosa. Uma história da política internacional entre 1957 e 2018 é analisada recorrendo a um quadro teórico construído sobre quatro diferentes teorias neo-realistas. Se amplamente definido, o neo-realismo pode incluir, o neo-realismo defensivo (DN), o neo-realismo ofensivo (ON), a teoria da transição de poder (PTT) e a teoria da estabilidade hegemónica (HST). As quatro abordagens têm muito em comum, mas dividem-se sobre a questão da guerra. DN e ON argumentam que a bipolaridade é a estrutura mais segura e a multipolaridade a mais perigosa. PTT e HST argumentam que uma preponderância de poder permite maior segurança, enquanto que a sua paridade é a principal ameaça. Duas hipóteses, uma para cada “campo”, são formuladas a partir das teorias e testadas contra evidências históricas da política espacial internacional no período compreendido entre 1957 e 2018. A conclusão é que a distribuição do poder espacial foi bipolar na Primeira Era Espacial e unipolar na Segunda, mas a nível de componentes subjacentes ao poder espacial, nem a URSS / Rússia nem a China alcançam os EUA. No entanto, a China – e outras potências - está a alcançar rapidamente os EUA tanto no poder espacial quanto nos componentes subjacentes. A distribuição do poder espacial no sistema internacional tende a tornar-se multipolar, e uma potência desafiante aproxima-se da paridade com o poder dominante. Assim, de acordo com os dois campos do neo-realismo, entramos num período com maior risco de guerra espacial. Esta dissertação pretende funcionar como ponto de partida e “trampolim”. Mesmo o neorrealismo, uma escola proeminente dentro do paradigma realista dominante, raramente é utilizado para analisar a política espacial internacional. O objetivo da dissertação é preencher uma lacuna na crescente literatura de RI sobre o espaço, utilizando o neorrealismo para inspirar mais pesquisas sobre o tema.
Por que nunca houve uma guerra espacial? As Grandes Potências - EUA, China e Rússia - desenvolveram armas anti-satélite (ASATs), mas nunca as utilizaram para destruir os satélites uns dos outros. Esta dissertação de mestrado em Relações Internacionais (RI) visa evidenciar que a distribuição do poder espacial no sistema internacional tem sido até agora propensa à paz no espaço, mas a mesma distribuição tende a tornar-se gradualmente mais perigosa. Uma história da política internacional entre 1957 e 2018 é analisada recorrendo a um quadro teórico construído sobre quatro diferentes teorias neo-realistas. Se amplamente definido, o neo-realismo pode incluir, o neo-realismo defensivo (DN), o neo-realismo ofensivo (ON), a teoria da transição de poder (PTT) e a teoria da estabilidade hegemónica (HST). As quatro abordagens têm muito em comum, mas dividem-se sobre a questão da guerra. DN e ON argumentam que a bipolaridade é a estrutura mais segura e a multipolaridade a mais perigosa. PTT e HST argumentam que uma preponderância de poder permite maior segurança, enquanto que a sua paridade é a principal ameaça. Duas hipóteses, uma para cada “campo”, são formuladas a partir das teorias e testadas contra evidências históricas da política espacial internacional no período compreendido entre 1957 e 2018. A conclusão é que a distribuição do poder espacial foi bipolar na Primeira Era Espacial e unipolar na Segunda, mas a nível de componentes subjacentes ao poder espacial, nem a URSS / Rússia nem a China alcançam os EUA. No entanto, a China – e outras potências - está a alcançar rapidamente os EUA tanto no poder espacial quanto nos componentes subjacentes. A distribuição do poder espacial no sistema internacional tende a tornar-se multipolar, e uma potência desafiante aproxima-se da paridade com o poder dominante. Assim, de acordo com os dois campos do neo-realismo, entramos num período com maior risco de guerra espacial. Esta dissertação pretende funcionar como ponto de partida e “trampolim”. Mesmo o neorrealismo, uma escola proeminente dentro do paradigma realista dominante, raramente é utilizado para analisar a política espacial internacional. O objetivo da dissertação é preencher uma lacuna na crescente literatura de RI sobre o espaço, utilizando o neorrealismo para inspirar mais pesquisas sobre o tema.
Descrição
Palavras-chave
International relations International space politics Neorealism Outer space Space Space security Space war War Espaço Guerra Guerra no espaço Neorealismo Política espacial internacional Relações internacionais Segurança no espaço
