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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Falar de natureza é abordar um tema tão vasto quanto o próprio termo
indica. Na verdade, se atentarmos no seu étimo, o vocábulo latino natura,
constatamos que ele pode ser usado nas mais diversas acepções, bem como o
seu correlativo grego, (p\)aiç. Significados como os de origem, nascimento,
causa de existência, desenvolvimento, maneira de ser, aparência, tamanho,
temperamento, aliados aos que usualmente atribuímos a natureza, não lhe
são de todo estranhos. Significa isto que, ao falar de natureza não estamos
necessariamente a falar do ambiente que nos rodeia, ou de locais mais ou
menos atractivos, mais ou menos agradáveis, mais ou menos exóticos, mas
podemos também estar a falar da natureza, do caracter do próprio indivíduo.
E isto aplica-se sobremaneira aos Poemas Homéricos, já que neles encontramos
a natureza abordada nesta dupla acepção: descrições da natureza na
sua acepção mais comum a par da própria natureza humana.
Dito isto, podemos dividir a nossa comunicação em duas partes: uma
primeira relativa ao caracter do herói homérico e uma segunda que abordará
o modo como são feitas as descrições que o poeta nos apresenta da natureza.
