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Orientador(es)
Resumo(s)
A procura por atividades de turismo de natureza tem vindo a aumentar a nível mundial o que traz
vários benefícios para o desenvolvimento económico e social de uma região através da geração
de emprego e da melhoria da qualidade de vida das comunidades locais. No entanto, para além
de benefícios o turismo de natureza pode implicar também impactos negativos ao potenciar a
degradação de áreas naturais que muitas vezes possuem estatutos de proteção. O presente
estudo visa avaliar a sensibilidade do território em área protegida à atividade da caminhada, de
forma a identificar, se necessário, medidas de gestão e monitorização dos trilhos de caminhada.
Para tal, foi utilizando como caso de estudo o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa
Vicentina (PNSACV).
Para avaliar a sensibilidade do território, foram selecionados vários indicadores que definem a
vulnerabilidade do território: habitats, vegetação, risco de erosão e património arqueológico.
Foram também estudados dois indicadores adicionais, risco de cheia e risco de incêndio. O
conjunto de indicadores foi agregado num índice único através de duas perspetivas, uma
compensatória e outra não compensatória, para avaliar a que melhor traduz a sensibilidade do
território ao pisoteio. Dadas as características da área de estudo, o índice foi dividido em dois
períodos: húmido e seco.
O índice de sensibilidade permitiu identificar os locais mais sensíveis a pisoteio da área de
estudo, verificando que estes se encontram na faixa costeira do PNSACV dada a existência de
habitats e vegetação endémica particularmente vulnerável. Na zona interior do Parque, a
sensibilidade é inferior e é influenciada na sua maioria pelo risco de erosão. Foi possível concluir
que a perspetiva não compensatória é a mais eficaz na definição de sensibilidade ao pisoteio.
Para identificar os trilhos que carecem de medidas de gestão e monitorização, o índice de
sensibilidade ao pisoteio foi cruzado com as características da procura turística dos trilhos de
caminhada do PNSACV, bem como os níveis de procura dos mesmos. Foram definidos dois tipos
de trilhos: os que necessitam de intervenção e outros de vigilância. Concluiu-se que os trilhos
que necessitam de intervenção e vigilância se localizam na faixa costeira, dado que esta alia
uma alta sensibilidade a uma procura turística elevada.
Evidencia-se a utilidade do índice de sensibilidade ao pisoteio como ferramenta de gestão de
trilhos de natureza, dado que este permite colmatar algumas falhas associadas à integração dos
mesmos em áreas protegidas. Além disto, a metodologia usada apresenta elevado potencial de
replicação em outras áreas protegidas com trilhos de natureza. Recomenda-se o aumento do
nível de detalhe da cartografia utilizada de forma a incrementar a fiabilidade do índice e futura
orientação de estratégias de gestão da área.
Descrição
Palavras-chave
turismo de natureza trilhos de caminhada índice de sensibilidade do território gestão de trilhos de caminhada
