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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Muitas vezes os edifícios antigos, principalmente os de relevo histórico, apresentam microclimas próprios, nem sempre correspondentes às condições ideais para a correcta conservação dos materiais e artefactos. Os materiais adaptam-se e respondem às alterações por que passam com falhas e deformações, muitas vezes irreversíveis, pelo que novas alterações, principalmente se muito acentuadas, podem levar à sua deterioração. Assim, é importante conhecer o microclima passado e actual, com especial atenção para os ciclos de temperatura e humidade relativa, antes de se proceder a qualquer alteração do microclima existente.
Neste estudo pretendeu-se caracterizar a evolução do clima interior de um edifício histórico de elevada inércia térmica, a Igreja de São Cristóvão, em Lisboa, com a medição de temperaturas e humidades relativas do ar e temperaturas de uma superfície. Estas medições foram efectuadas de forma automática, com a distribuição de vinte e cinco sensores no interior, um na torre norte e outro no desvão da cobertura. Pretendeu-se obter uma amostragem significativa da distribuição de temperaturas e humidades relativas em planta e a diferentes alturas, a sua relação com as condições exteriores, assim como a monitorização das condições superficiais de uma parede orientada a norte. As medições ocorreram entre 11 de Novembro de 2011 e 30 de Abril de 2012, com registos a cada 10 minutos. Efectuaram-se também medições manuais a quatro alturas distintas de um total de trinta e quatro pontos em planta, o que permitiu a elaboração posterior de mapas tridimensionais e de isolinhas.
Observou-se a existência de um microclima interior muito estável, com pequenos ciclos diários de temperatura e humidade relativa, onde o fluxo de visitantes constitui o principal factor de influência para as variações ocorridas, com as condições exteriores a exercerem uma influência reduzida. Foi também possível confirmar a importância da inércia térmica que provoca o atraso sazonal, com as temperaturas interiores a serem superiores às exteriores no período de Outono/Inverno e o inverso para a Primavera. Constatou-se a ausência de condensações superficiais ao longo de todo o período de monitorização. Quanto à distribuição do ar, foi possível observar a presença de correntes convectivas de 11 de Novembro de 2011 a 7 de Março de 2012, denotando-se a partir desta data a estratificação do ar por temperaturas.
Descrição
Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em
Engenharia Civil – Perfil Construção
Palavras-chave
Microclima Temperatura Humidade relativa Inércia térmica Igreja Campanha experimental
