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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Bons Sons é um festival de Verão, que surge numa aldeia perto de Tomar, iniciado e
suportado pelos seus próprios habitantes. Acontece de dois em dois anos, quando
mobiliza a aldeia de Cem Soldos para o construir a título de voluntariado, empregando
diferentes gerações de moradores em distintos papéis no acontecimento do festival.
Passa-se dentro da malha aldeã de Cem Soldos, prometendo ao visitante que terá acesso
aos locais quotidianos de quem o recebe, assim como poderá conviver de perto com a
população da aldeia. A ideia de “aldeia” é aqui emblematizada e tornada sinónimo de
“revisita ao passado”, à história e àquilo que está em vias de extinção na
contemporaneidade: tempos mais lentos, a “magia” do saber fazer, a qualidade de um
fazer manual, uma aura de contra-industrialização. Esta oportunidade de experiência de
vidas demonstra-se apetecível para os citadinos, ou para aqueles que se distanciaram
destas formas de vida e apenas conhecem relatos dela como algo distante e mítico.
Paradoxalmente, para o habitante da aldeia este festival simboliza uma ideia de
progresso, de emancipação e crescimento. Representa uma possibilidade de transgredir
esta ideia de “aldeia” que é atraente ao visitante. Apresenta um seguimento, e um
exponente máximo, de um movimento associativo que se desenrola há vários anos e que
pretende criar espaço de “contemporaneidade” na aldeia.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do
grau de Mestre em Antropologia – Cultura Material e Consumos
Palavras-chave
Aldeia Contemporaneidade Património
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universiadade Nova de Lisboa
