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Orientador(es)
Resumo(s)
Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929) foi um pintor que viveu e trabalhou
numa das épocas mais ricas da história da cultura portuguesa. Filho de um artista do
Romantismo, de seu nome Manuel Maria Bordalo Pinheiro, teve como irmão o famoso
caricaturista e ceramista Rafael Bordalo Pinheiro. Columbano frequentou a Academia
de Belas-Artes de Lisboa (1872-1876) e passou por Paris (1881-1883), com uma Bolsa
de Estudo. Em Lisboa, fez parte do Grupo do Leão, um grupo de artistas que esteve
ligado à introdução do Naturalismo na pintura portuguesa, mas destacou-se por
preferir dedicar-se ao retrato e a cenas de interior. Em vez da paisagem e do sol, optou
por um mundo íntimo e sombrio - pelo que a sua pintura era mais bem aceite nos
meios intelectuais, e era destes meios que saíam os modelos dos seus retratos. Deste
modo, compôs uma importante galeria de retratos das mais eminentes figuras da
cultura portuguesa, mas também se destacou na realização de numerosas pinturas
intimistas e naturezas mortas, que espelhavam o seu apreço pelos espaços fechados e
silenciosos. Apaixonado por Camões, a maioria das suas pinturas históricas foram
dedicadas a temas camonianos, o que liga a sua pintura ao patriotismo que dominava
a cultura nacional. Columbano foi um homem que expressou a cultura do seu tempo,
que passou pelo fim da Monarquia e trabalhou durante a Primeira República, tendo
sido escolhido para alguns cargos oficiais, nomeadamente como um dos membros da
Comissão que desenhou a nova bandeira nacional, e também como Director do Museu
Nacional de Arte Contemporânea, ao qual se entregou devotamente.
Descrição
Tese apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Doutor em História da Arte Contemporânea (Séculos XIX-XX)
Palavras-chave
Columbano Bordalo Pinheiro Pintura dos Séculos XIX e XX Retrato Natureza Morta Intimismo Luís de Camões Primeira República
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
