| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 24.55 MB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Que o livro há-de ser do que vai escrito nele. O leitor de hoje não
deixará de ser sensível ao tom "absolutamente modemo" do princípio
de leitura a que Bemardim nos convida, tanto mais que o justifica pelo
quase reconhecimento de uma espontaneidade da escrita. Ela corresponde
ao agenciamento das coisas do amor: Das tristezas não se pode
contar nada ordenadamente, porque desordenadamente acontecem elas.
Vamos seguir à letra a escrita de Bemardim, obrigando-nos a ler
apenas o que no livro vai escrito. Muito ficará por explicar; veremos
contudo também que tudo não tem de ser explicado. Pertence à estmtura
da Menina e Moça guardar uma margem de segredo, que é uma
margem do amor. O modo de ler o livro é tomá-lo pelo que é: um colar
de histórias de amor. Se não nos enganamos sobre o que vai escrito no
livro, ele não precisa de ser lido para além do que directamente conta,
pois o seu contar é evidente, ou seja um dizer que não remete senão
para si próprio, sem requerer justificações (aqui, "grelhas" de leitura)
que lhe sejam exteriores.
Descrição
pp. 233-260
