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FCSH: CLUNL - Artigos em revista nacional com arbitragem científica

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  • Aquisição de segunda língua e mudança linguística
    Publication . Teixeira, Joana; Fiéis, Alexandra; Departamento de Linguística (DL); Centro de Linguística da UNL (CLUNL); Associação Portuguesa de Linguística | Faculdade de Letras da Universidade do Porto
    Este estudo investiga paralelismos entre a aquisição de L2 e a mudança linguística, explorando a hipótese de que a transição de uma gramática de sujeito nulo para uma gramática de sujeito obrigatório segue princípios comuns nos dois contextos. O estudo centra-se na aquisição de inglês L2 por falantes nativos de português europeu, comparando-a com dados da mudança diacrónica no português brasileiro. 64 aprendentes portugueses de inglês L2 (níveis B1 a C2) e 12 falantes nativos de inglês realizaram uma tarefa de juízos de aceitabilidade rápida que cruzou as variáveis sujeito pronominal (pleno vs. nulo) e referencialidade (2p vs. 3p [+humano] vs. 3p [-humano] vs. expletivo). Os resultados mostram que, ao contrário dos falantes nativos de inglês, os aprendentes portugueses de inglês L2 não rejeitam sistematicamente sujeitos nulos. À medida que a proficiência aumenta, observa-se uma redução progressiva da aceitação de sujeitos nulos, que progride do extremo [+referencial] para o extremo [-referencial] da Hierarquia de Referencialidade. Os nossos resultados mostram que a referencialidade guia o desenvolvimento linguístico tanto na aquisição de L2 (PE L1 – inglês L2) como na mudança diacrónica (no PB).
  • (RE)CONTO
    Publication . Vaz, Stéphanie; Lobo, Maria; Lousada, Marisa; Centro de Linguística da UNL (CLUNL); Departamento de Linguística (DL); Associação Portuguesa de Linguística | Faculdade de Letras da Universidade do Porto
    As competências narrativas são determinantes para o sucesso académico de crianças e adolescentes. A avaliação destas competências (incluindo a compreensão e a produção) é importante para estabelecer o diagnóstico de crianças com perturbações da linguagem, bem como para planear a intervenção em contextos clínicos e educativos. Apresenta-se neste artigo um instrumento de avaliação de competências narrativas desenvolvido para crianças entre os 6 e os 12 anos falantes de português europeu. O instrumento inclui tarefas de conto e de reconto, bem como perguntas de compreensão (literal, inferencial e crítica). São reportados resultados obtidos por uma amostra de 521 crianças com desenvolvimento típico de oito regiões de Portugal, bem como de um grupo de 17 crianças com Perturbação do Desenvolvimento da Linguagem, considerando o tipo de tarefa, parâmetros macroestruturais e microestruturais, e faixa etária. Apresentam-se ainda algumas propriedades psicométricas do instrumento, que comprovam a validade e fiabilidade do instrumento.
  • ELBT e desenvolvimento da competência escrita em manuais didáticos de PL2
    Publication . Sippel, Juliano; Centro de Linguística da UNL (CLUNL); Associação Portuguesa de Linguística | Faculdade de Letras da Universidade do Porto
    Neste estudo investigamos o uso do Ensino de Língua Baseado em Tarefas (ELBT) em materiais didáticos desenvolvidos para o ensino da produção textual em português L2 (PL2). Analisamos previamente manuais de PL2 e entrevistamos docentes, destacando limitações nos recursos existentes e a necessidade de abordagem processual de escrita. Com base no ELBT, foram desenvolvidas atividades envolvendo planificação, produção e revisão textual. Os recursos foram utilizados em uma oficina de escrita com estudantes universitários de PL2 nível B1 e os resultados foram promissores, incluindo melhor uso de léxico, progressão textual e adequação ao gênero e ao público-alvo. A coleta de dados continuará com novos grupos para ampliar as conclusões sobre a eficácia dos materiais desenvolvidos.
  • Mas és português ou brasileiro?
    Publication . Pereira, Ronan; Rosa, Catarina; Silva, Mariana; Centro de Linguística da UNL (CLUNL); Departamento de Linguística (DL); Associação Portuguesa de Linguística | Faculdade de Letras da Universidade do Porto
    Num contexto de contacto entre dialetos, não será estritamente necessária, à partida, a aquisição da outra variedade para a comunicação ocorrer com êxito; ainda assim, Kupisch et al. (2023) relatam que, na sua Tarefa de Avaliação de Sotaques, os avaliadores nativos do português europeu (PE) das amostras de áudio de imigrantes brasileiros que chegaram a Portugal em idade adulta tiveram menos certeza da origem desses falantes do que na sua avaliação das amostras de não imigrantes, o que indica que é possível a aquisição de certas propriedades fonológicas de um segundo dialeto. Contudo, os autores não cruzaram os resultados com fatores individuais que são tradicionalmente considerados na aquisição de segundo dialeto (AD2), dada a expressiva variabilidade nos desfechos deste processo (Siegel, 2010). Assim, áudios de 30 imigrantes que residiam em Portugal continental há mais de seis anos (bem como de 8 brasileiros e 12 portugueses não imigrantes que serviram de grupos de controlo) foram avaliados por 47 nativos do PE, que determinaram se os falantes soavam como brasileiros ou portugueses e o quão certos estavam da sua avaliação por meio duma escala de Likert de 1 (brasileiro: tenho a certeza) a 6 (português: tenho a certeza). Os resultados assemelham-se aos de Kupisch et al. (2023), pois os avaliadores facilmente identificaram os controlos brasileiros (M = 1,17) e portugueses (M = 5,95); já os imigrantes brasileiros foram, em geral, identificados como brasileiros, mas com um grau de certeza significativamente mais baixo (M = 1,88, p <0,001) comparativamente aos brasileiros não imigrados. Uma análise dos fatores individuais para uma maior probabilidade de serem avaliados como portugueses determinou que a idade de chegada, a exposição ao PE em casa e a vontade de ser percecionado como português, bem como a interação entre esta variável e a motivação em falar o PE, foram estatisticamente significativos (ps ≤0,017). Todavia, análises individuais apontam para poucos efeitos de linearidade entre as variáveis e as avaliações. Isto sugere que o peso de cada variável será diferente a nível individual, o que ajuda a explicar os diferentes desfechos observados na AD2.
  • Níveis e descritores de complexidade textual para adultos de baixa literacia
    Publication . Monteiro, Ricardo; Correia, Susana; Amaro, Raquel; Moutinho, Michell; Barbosa, Sílvia; Reis, Maria Leonor; Centro de Linguística da UNL (CLUNL); Departamento de Linguística (DL); Associação Portuguesa de Linguística | Faculdade de Letras da Universidade do Porto
    Este trabalho pretende descrever o processo de desenvolvimento de um referencial de complexidade textual inserida no âmbito do projeto iRead4Skills. O nosso objetivo é fazer uma descrição e análise dos traços linguísticos que conferem complexidade aos textos, em particular àqueles que se destinam a adultos de baixa literacia. Apesar da existência de orientações sobre a proficiência em leitura (QECR, PISA, etc.), pouca atenção é dada às dificuldades de leitura sentidas por adultos em programas de ensino e formação de adultos (EFA), e a como estas dificuldades se manifestam linguisticamente nos textos. Baseado em referenciais usados atualmente (ALTE, ANQEP, QECR, PIAAC), este trabalho propõe a definição de níveis de complexidade do Português Europeu para adultos de baixa literacia, com base na análise crítica desses referenciais, na observação e análise de textos, e na validação por profissionais da área de EFA. Composta por três níveis – Muito Fácil, Fácil e Claro –, esta proposta considera, para cada nível, aspetos linguísticos como a dimensão léxico-conceptual, a ocorrência de certos tipos de estruturas sintáticas e a coesão textual, como indutores e/ou marcadores de complexidade. Estas dimensões são detalhadas através de descritores associados aos diferentes níveis de complexidade textual estabelecidos. Paralelamente, e de modo interativo, os níveis e descritores de complexidade foram usados na compilação de um corpus, através da seleção de textos para cada nível a partir dos descritores propostos e da identificação dos traços linguísticos específicos de cada texto. Com o intuito de testar e validar a proposta, os níveis e descritores foram levados a avaliação e discussão por professores de EFA. Fazendo a ponte entre a investigação e a aplicação prática em sala de aula, o referencial aqui avançado contribui para a criação de ferramentas automáticas de análise de complexidade textual e para o desenvolvimento de assistentes de escrita de textos com diferentes níveis de complexidade, o que poderá ajudar a sugerir materiais de leitura adequados a adultos de baixa literacia.
  • A importância dos dicionários bilingues de línguas angolanas de origem bantu no sucesso escolar em Angola
    Publication . Haipinge, Toivo; Amaro, Raquel; Centro de Linguística da UNL (CLUNL); Departamento de Linguística (DL); Associação Portuguesa de Linguística | Faculdade de Letras da Universidade do Porto
    Neste artigo, aborda-se a importância dos dicionários bilingues de línguas angolanas de origem bantu, com foco para a sua relevância na melhoria da qualidade do ensino e na promoção de competências linguísticas e comunicativas dos alunos. Visa-se, sobretudo, a melhoria da proficiência comunicativa e escrita em português, língua oficial, permitindo aos alunos descodificar as matérias lecionadas unicamente em língua portuguesa e o combate ao insucesso escolar, num sistema educacional leccionado na língua oficial, mas que deve estar em harmonia com as línguas angolanas de origem bantu, como é o caso do oshikwanyama. O estudo tem como objetivo principal avaliar os dicionários bilingues português-oshikwanyama/oshikwanyama-português existentes, perceber o seu papel nas estratégias educativas do ensino nas zonas rurais de Angola e a avaliar o seu potencial e limitações para a melhoria da qualidade do ensino primário e para o combate ao insucesso escolar nas zonas rurais de Angola.
  • Linguagem sensível ao género
    Publication . Coutinho, Antónia; Departamento de Linguística (DL); Centro de Linguística da UNL (CLUNL); Associacao Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres
    Este artigo pretende estimular a reflexão linguística sobre linguagem sensível ao género, no contexto português e em diferentes epistemologias. Na primeira etapa, verifica-se se há razões linguísticas para o masculino genérico e a concordância nominal no masculino, discutindo descrições e explicações gramaticais de referência em Portugal. Segue-se uma descrição qualitativa de soluções alternativas em uso no português europeu contemporâneo. Por fim, em linha com uma linguística de base interacionista social, devedora de Saussure e Coseriu, perspetiva-se a língua na dialética que vai do social ao individual e do individual ao social – e na tensão entre a solidariedade com a técnica herdada, a sua reinterpretação e a iniciativa de recriação. This article aims at stimulating linguistic refection on gender-sensitive language in the Portuguese context, in different epistemologies. First, it examines whether there are linguistic reasons for generic masculine and noun agreement in the masculine, discussing reference grammatical explanations in Portugal. A qualitative description of alternative solutions in contemporary European Portuguese follows this. Finally, in line with socio-interactionist linguistics, indebted to Saussure and Coseriu, language is seen in the dialectical movement from the social to the individual and from the individual to the social – and in the tension between solidarity with the inherited technique, its reinterpretation and the initiative to recreate it.
  • Relações entre texto e gramática
    Publication . Gonçalves, Matilde; Centro de Linguística da UNL (CLUNL); Departamento de Linguística (DL); Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
    O presente artigo parte de uma reflexão sobre as possíveis relações entre gramática e texto e como estas podem incidir na construção do(s) sentido(s) em textos literários, para posteriormente propor uma grelha de análise ao nível mesotextual, passível de ser integrada num percurso didático facilitador do desenvolvimento das capacidades de leitura/compreensão. Num plano teórico e metodológico, para além das referências relativas a estudos linguísticos sobre texto e discurso (Adam, 1992, 2010; Bronckart, 1997) serão igualmente convocados trabalhos que sustentem uma reflexão entre língua/gramática e texto (Bulea-Bronckart & Bronckart, 2017; Coutinho, 2012; Jorge, Piedade & Gonçalves, 2023).
  • A inferência lexical na aquisição das L3 francês e espanhol
    Publication . Verdelho, Telmo Castro; Centro de Linguística da UNL (CLUNL); Departamento de Línguas, Culturas e Literaturas Modernas (DLCLM); Instituto Politécnico do Porto, Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto, Edição própria
    A inferência lexical é uma estratégia que tem como objetivo ajudar o aprendente no seu processo de compreensão das palavras desconhecidas. Durante este procedimento, o indivíduo põe em prática um conjunto de ações que podem ser utilizadas de várias formas e de modo alternado. Essas ações passam sobretudo pela dedução do significado da palavra, por via da associação a léxico já conhecido, pela identificação de palavras a partir da sua semelhança formal com outras línguas próximas ou pela análise contextual e morfológica das palavras. O processo de inferência lexical na aquisição do vocabulário da L3 ganha contornos diferentes daqueles que eram identificados no processo semelhante relativo à L2, distinguindo-se pela possibilidade de recorrer a duas línguas, a L1 e a L2, como potenciais fontes transferência. Tendo como objetivo a identificação dessas diferenças, procedeu-se a uma recolha de dados em grupos de aprendizagem de espanhol e de francês L3, através da aplicação de questionários que levassem os aprendentes a ativar a inferência lexical. Os resultados revelam que existe um recurso à L1 e à L2 para chegar à compreensão da palavra em L3, nomeadamente no que toca ao francês, o que acaba por confirmar o caráter diferenciado desta estratégia na aquisição do vocabulário em L3.
  • A representação discursiva do agir de mulheres e homens
    Publication . Joaquim, Carolina; Centro de Linguística da UNL (CLUNL); Associacao Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres
    Este trabalho tem como objetivo caracterizar a representação discursiva do agir de mulheres em posição de liderança, mostrando, por um lado, como se implicam nos textos que produzem e, por outro, em que medida o seu agir pode configurar uma atitude (efetiva/específica) de liderança. A partir da hipótese de que há formas de implicação diferentes, que resultam em modelos distintos de liderança construídos discursivamente, e com base nas noções de tipos de discurso e figuras de ação propostas pelo Interacionismo Sociodiscursivo, evidencia-se o contributo da materialidade linguística/discursiva para repensar as questões da (in)visibilidade do género; e sustenta-se teoricamente o pensamento de Pintasilgo – mulheres e homens falam de forma diferente. // This paper aims to characterize the discursive representation of the actions of women in leadership positions, showing, on the one hand, how they are implicated in the texts they produce and, on the other hand, the extent to which their actions can configure an (effective/specific) attitude of leadership. Based on the hypothesis that there are different forms of implication, which result in different models of leadership discursively constructed, and based on the notions of types of discourse and figures of action proposed by Sociodiscursive Interactionism, the contribution of linguistic/discursive materiality to rethinking the issues of gender (in)visibility is evidenced, and Pintasilgo’s thought is theoretically supported – women and men speak differently.