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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A eficiência de utilização dos recursos, a sua gestão e os padrões de consumo e produção são actualmente uma preocupação mundial. Neste âmbito, os estudos de metabolismo urbano permitem apoiar os decisores políticos na definição, implementação e monitorização de políticas. Nas metodologias para o estudo do metabolismo urbano destaca-se a Contabilização de Fluxos de Materiais (CFM).
Nesta dissertação apresenta-se uma revisão efectuada ao modelo UMAn (Urban Metabolism Analyst) para CFM à escala regional e municipal, aplicando-o a um período mais alargado (1999 a 2015) e ao qual se efectuaram alterações metodológicas visando a sua optimização. Com intuito de validar a metodologia aplicou-se a mesma também à escala nacional e foi feita uma análise de diferentes factores de extrapolação entre escalas, nomeadamente da regional para a municipal. Deste modo o trabalho desenvolvido procurou consolidar e contribuir para a divulgação desta metodologia e sua possível definição enquanto método padronizado para realização da CFM à escala regional e municipal.
Da caracterização de dinâmicas de fluxos de materiais efectuada verifica-se que, em praticamente todos os indicadores, os valores em 2015 são inferiores aos de 1999, sugerindo uma desmaterialização da economia com uma possível relação com a situação política e sócio-económica do país durante o período analisado. Os resultados do Consumo Interno de Materiais (Domestic Material Consumption - DMC) confirmam uma tendência para a terciarização da economia e os materiais mais consumidos (minerais não-metálicos, biomassa e combustíveis fósseis) são os mesmos nas três escalas analisadas. Apesar do decréscimo no consumo, verifica-se que em 2015 o DMC referente a recursos não renováveis se mantém acima dos 50% em qualquer das escalas e a valorização não energética dos resíduos urbanos é inferior a 30%, o que demonstra a premência da implementação de políticas visando uma maior circularidade da economia.
Descrição
Palavras-chave
desenvolvimento sustentável economia circular metabolismo urbano contabilização dos fluxos de materiais consumo interno de materiais gestão de recursos
