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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A ornamentação das estruturas edificadas (perenes ou efémeras) que servem de palco às principais celebrações religiosas de âmbito extraordinário assinaladas em Portugal, entre os séculos XVI e XVIII, tende a assentar nas armações têxteis. Não obstante a qualidade e o tipo de programa decorativo que caracteriza originalmente estes espaços, cabe sobretudo aos adereços têxteis - em articulação com outras manifestações artísticas - a função de recriar ambientes solenes, em conformidade com a dignidade da efeméride. Todavia, tais intervenções implicam o recurso a um sem número e a uma diversidade de panos nem sempre à altura das iniciativas ou ao dispor dos promotores. Em alternativa, os membros da comunidade são exortados a contribuir para as comemorações facultando os seus haveres, pese embora as restrições impostas pela Igreja Católica relativamente ao empréstimo e uso de objectos têxteis de origem profana nas suas festividades. No presente estudo chama-se a atenção para o empréstimo de adereços têxteis por parte da Casa de Bragança e o significado destas iniciativas enquanto fenómenos de devoção pessoal mas também de representação e auto-promoção dos benfeitores.
Descrição
UID/HIS/04666/2013
SFRH/BPD/76288/2011
Palavras-chave
Emprétimos Consumo artístico Casa de Bragança Celebrações religiosas Têxteis Arts and Humanities (miscellaneous)
