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A Problemática da Nomeação no Egito Antigo – Império Novo

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Há sociedades em que o silêncio e a palavra não surgem como duas realidades diversas. Há sociedades que apelam mais à palavra e há sociedades que apelam mais ao silêncio. Mas no Egipto Antigo, os homens entendiam a diferença entre o peso do silêncio e a força da palavra. O silêncio era metafórico. Recordava o tempo das Origens, o tempo anterior à Criação do mundo, quando tudo estava ainda adormecido nas águas do Nun, inertes, infinitas, indiferenciadas, obscuras e permanentes. Mas no momento em que o Criador emergira, separando, com a sua acção, o pré-mundo do mundo, o peso do silêncio foi confrontado com a força realizadora da palavra. A palavra criava, dizia, exprimia, falava... Ptah, o Demiurgo menfita pensara o mundo no seu coração e realizara-o pela força da sua palavra. E a palavra ganhara terreno no mundo dos deuses e dos homens, explicando o mundo e nomeando as coisas. Nomeando... O acto de nomear transforma-se, assim, num acto fundador. Nomear algo significa criar algo, dar-lhe vida, realidade.

Descrição

UID/HIS/04666/2013

Palavras-chave

História das Políticas Científicas Pesquisa História cultural Historiografia History

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