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Resumo(s)
Lo grotesco, como categoría transtemporal, en la versión contemporánea del grotesco esperpéntico, es el principal tema teórico de esta disertación. A través de una perspectiva comparatista, procederemos a un análisis de As Naus, de António Lobo Antunes (1988), a partir de Tirano Banderas. Novela de tierra caliente, de Ramón del Valle-Inclán (1927). Dos obras en las cuales el modo de representación es el grotesco esperpéntico – modo literario deconstructor de los poderes institucionalizados, de la historia oficial y de los héroes canonizados -, mediante un proceso de heteromímesis que integra la contrarrepresentación de los discursos fictivos o ficcionalizantes de las historiografías oficiales.
Por todo ello, nos acercamos a As Naus desde el expresionismo y, más específicamente, desde el grotesco esperpéntico, con todas las implicaciones contextuales y relacionales que esta decisión conlleva.
Lo grotesco se nos configura no solamente como categoría transtemporal, sino también como modo de representación artística transterritorial. Con el enfoque comparatista que proponemos deseamos problematizar clasificaciones endogámicas y limitadoras que la categoría de lo nacional, aplicada al estudio de los objetos artísticos, ha ido estableciendo desde el s. XIX, período en el que podemos situar el refuerzo de las construcciones de elementos constitutivos de identidades nacionales, siendo los mismos, simultáneamente, condición esencial para la legitimación de los mismos fundamentos de dichas estructuras – discursivas, icónicas – nacionales.
Ante todo, nuestro propósito es poner en tela de juicio conceptos y lugares comunes de los Estudios Literarios, teniendo en cuenta nuestra experiencia en la investigación y en la docencia. Para ello, intentamos recorrer momentos señalados en el devenir de las poéticas occidentales, para entender mejor en qué punto se sitúa la representación literaria grotesca en la jerarquía de los modos de representación, en cuya escala han prevalecido hasta la época (llamada) contemporánea los modos de representación solemnes, realistas o épicos. En esta progresiva deconstrucción y transformación de paradigmas consideramos, siempre, el pensamiento filosófico, desde Aristóteles hasta Nietzsche, así como las relaciones entre periodos como el Barroco y los Simbolismos-Decadentismos del s. XIX. A lo largo de todo esta senda de gradual nihilismo respecto y a través de la representación artística grotesca, la metáfora asume un claro protagonismo. Utilizada y legislada desde los orígenes de la cultura humana, el grotesco esperpéntico contribuye a descanonizarla.
O grotesco, enquanto categoria transtemporal, na sua versão contemporânea ibérica do grotesco esperpêntico, constitui o principal assunto desta tese. Através de uma perspectiva comparatista, procede-se à análise de As Naus, de António Lobo Antunes (1988), a partir de Tirano Banderas, de Ramón del Valle-Inclán (1927). Duas obras em que o modo de representação é o grotesco esperpêntico – modo literário desconstructor dos poderes instituídos, da história oficial e dos heróis canonizados –, através de um processo de heteromimésis, integrando a contra-representação dos discursos fictivos ou ficcionalizantes das historiografias oficiais. Deste modo, analisamos As Naus a partir do expressionismo e, mais especificamente, do grotesco esperpêntico, com todas as implicações contextuais e relacionais desta decisão. O grotesco configura-se não apenas como categoria transtemporal mas também como modo de representação transterritorial. A abordagem comparatista que aqui se propõe almeja questionar classificações endogâmicas e limitadoras que a categoria do nacional aplicada ao estudo dos objectos artísticos foi estabelecendo, desde o século XIX, período a que se pode atribuir o reforço das construções de elementos constitutivos de identidades nacionais, sendo os mesmos, simultaneamente, uma condição essencial para a legitimação dos próprios fundamentos dessas existências nacionais. O nosso intuito foi, acima de tudo, problematizar conceitos e lugares comuns dos Estudos Literários, tendo em conta a nossa experiência investigadora e docente. Para isso, tentámos percorrer momentos destacados no devir das Poéticas ocidentais, para percebermos melhor o lugar da representação literária grotesca na hierarquia dos modos de representação, em que prevaleceram, até à época dita contemporânea, modos de representação solenes, realistas ou épicos. Nessa progressiva desconstrução e mudança de paradigmas tivemos em conta, sempre, o pensamento filosófico, desde Aristóteles até Nietzsche, e as relações entre períodos como o Barroco e os Simbolismos-Decadentismos do século XIX. Em todo este caminho de gradual niilificação através da representação artística grotesca, a metáfora assume um claro protagonismo. Usada e legislada desde o princípio dos tempos, é descanonizada através do grotesco esperpêntico.
The grotesque, as a transtemporal category, in its contemporary Iberian version of grotesque esperpento, is the main focus of the present thesis. Through comparatist perspective, we analyze As Naus (The Return of the Caravels), by António Lobo Antunes (1988), with basis in Tirano Banderas, by Ramón del Valle-Inclán (1927). Two literary works in which the mode of representation is the esperpéntico grotesque, which deconstructs institutionalized powers, official history and glorified heroes, through a process of hetero-mimesis, introducing the counter-representation of the pretense or fictionalized narratives of the official historiographies. In this way, we analyze As Naus from expressionism and, more precisely, from the sperpentic grotesque, with all the contextual and relational implications of this decision. The grotesque is perceived not only as transtemporal category but also as a trans-territorial representation mode. The comparatist approach presently proposed aims at questioning endogamous and restrictive classifications that the national category, applied to the study of artistic objects, progressively established since the 19th century. This was a time when there was a strengthening of the construction process of supportive elements for national identities. These elements were, simultaneously, an essential condition for the legitimization of the very foundations of these national constructs. Our intention is, above all, to question concepts and commonplaces of the Literary Studies, taking into account our research and teaching experiences. In this pursuit, we attempted to grasp key formative moments of the western Poetics, to better understand the place of grotesque literary representation in the hierarchy of representation modes, in which solemn, realism or epic modes have been prevalent until the contemporary epoch. Throughout this progressive deconstruction and paradigm shift we always took into consideration philosophic thought, from Aristotle to Nietzsche, and the relationships between eras such as the Baroque and the Decadence-Symbolisms of the 19th century. Along the entirety of this path of gradual nihilification through grotesque artistic representation, metaphor clearly takes a leading role. Utilized and legislated since the dawn of time, it is reassessed through the esperpéntico grotesque.
O grotesco, enquanto categoria transtemporal, na sua versão contemporânea ibérica do grotesco esperpêntico, constitui o principal assunto desta tese. Através de uma perspectiva comparatista, procede-se à análise de As Naus, de António Lobo Antunes (1988), a partir de Tirano Banderas, de Ramón del Valle-Inclán (1927). Duas obras em que o modo de representação é o grotesco esperpêntico – modo literário desconstructor dos poderes instituídos, da história oficial e dos heróis canonizados –, através de um processo de heteromimésis, integrando a contra-representação dos discursos fictivos ou ficcionalizantes das historiografias oficiais. Deste modo, analisamos As Naus a partir do expressionismo e, mais especificamente, do grotesco esperpêntico, com todas as implicações contextuais e relacionais desta decisão. O grotesco configura-se não apenas como categoria transtemporal mas também como modo de representação transterritorial. A abordagem comparatista que aqui se propõe almeja questionar classificações endogâmicas e limitadoras que a categoria do nacional aplicada ao estudo dos objectos artísticos foi estabelecendo, desde o século XIX, período a que se pode atribuir o reforço das construções de elementos constitutivos de identidades nacionais, sendo os mesmos, simultaneamente, uma condição essencial para a legitimação dos próprios fundamentos dessas existências nacionais. O nosso intuito foi, acima de tudo, problematizar conceitos e lugares comuns dos Estudos Literários, tendo em conta a nossa experiência investigadora e docente. Para isso, tentámos percorrer momentos destacados no devir das Poéticas ocidentais, para percebermos melhor o lugar da representação literária grotesca na hierarquia dos modos de representação, em que prevaleceram, até à época dita contemporânea, modos de representação solenes, realistas ou épicos. Nessa progressiva desconstrução e mudança de paradigmas tivemos em conta, sempre, o pensamento filosófico, desde Aristóteles até Nietzsche, e as relações entre períodos como o Barroco e os Simbolismos-Decadentismos do século XIX. Em todo este caminho de gradual niilificação através da representação artística grotesca, a metáfora assume um claro protagonismo. Usada e legislada desde o princípio dos tempos, é descanonizada através do grotesco esperpêntico.
The grotesque, as a transtemporal category, in its contemporary Iberian version of grotesque esperpento, is the main focus of the present thesis. Through comparatist perspective, we analyze As Naus (The Return of the Caravels), by António Lobo Antunes (1988), with basis in Tirano Banderas, by Ramón del Valle-Inclán (1927). Two literary works in which the mode of representation is the esperpéntico grotesque, which deconstructs institutionalized powers, official history and glorified heroes, through a process of hetero-mimesis, introducing the counter-representation of the pretense or fictionalized narratives of the official historiographies. In this way, we analyze As Naus from expressionism and, more precisely, from the sperpentic grotesque, with all the contextual and relational implications of this decision. The grotesque is perceived not only as transtemporal category but also as a trans-territorial representation mode. The comparatist approach presently proposed aims at questioning endogamous and restrictive classifications that the national category, applied to the study of artistic objects, progressively established since the 19th century. This was a time when there was a strengthening of the construction process of supportive elements for national identities. These elements were, simultaneously, an essential condition for the legitimization of the very foundations of these national constructs. Our intention is, above all, to question concepts and commonplaces of the Literary Studies, taking into account our research and teaching experiences. In this pursuit, we attempted to grasp key formative moments of the western Poetics, to better understand the place of grotesque literary representation in the hierarchy of representation modes, in which solemn, realism or epic modes have been prevalent until the contemporary epoch. Throughout this progressive deconstruction and paradigm shift we always took into consideration philosophic thought, from Aristotle to Nietzsche, and the relationships between eras such as the Baroque and the Decadence-Symbolisms of the 19th century. Along the entirety of this path of gradual nihilification through grotesque artistic representation, metaphor clearly takes a leading role. Utilized and legislated since the dawn of time, it is reassessed through the esperpéntico grotesque.
Descrição
Palavras-chave
Grotesco esperpéntico Mímesis Ortomímesis y Heteromímesis Narrativa contemporánea (s. XX) Comparatismo Literaturas “nacionales” Canon Metáfora y conocimiento Poéticas occidentales Modernismo-Vanguardias Decadentismo Esteticismo Expresionismo Contrarrepresentación Nihilismo Picarización Carnavalización fúnebre Literaturas Ibéricas e Iberoamericanas Tirano Banderas
