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Implementação do Controlo Estatístico do Processo numa Indústria de Argamassas

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O conceito de qualidade tem vindo a ser desenvolvido ao longo das últimas décadas constituindo-se hoje como um instrumento fundamental para os novos paradigmas de gestão pelo seu contributo na compreensão e modelação da variabilidade dos processos e consequentemente na tomada de decisão. Assim, a qualidade é hoje o foco da maioria das organizações, que se esforçam por transmitir as valências deste conceito a todos os envolvidos nos processos produtivos, tornando possível o crescimento sustentável das empresas. A monitorização da qualidade dos produtos e processos é essencial num ambiente produtivo, contudo a realidade difere muitas vezes da teoria e os processos são geralmente mais complexos do que a sua idealização. Assim sendo, nos processos industriais os pressupostos para a aplicabilidade de técnicas estatísticas como as cartas de controlo tradicionais nem sempre são respeitados, tornando inviável a sua implementação. Deste modo, a existência de dados autocorrelacionados é cada vez mais um fator a ter em consideração por ser uma das principais causas para o aumento do número de falsos alarmes, conduzindo consequentemente a conclusões erróneas relativamente ao processo. Nestas situações, surge a necessidade da aplicação de diversas técnicas e ferramentas estatísticas que permitam o tratamento devido dos dados com o intuito de extrair as informações fundamentais relativamente aos processos. No caso da não independência dos dados, uma metodologia a utilizar consiste na utilização de modelos ARIMA para a extração dos resíduos independentes e consequente construção das cartas de controlo baseadas nos resíduos e nos erros de previsão. Pelo acima exposto, a metodologia definida foi implementada numa média empresa do mercado das argamassas, IRP – Indústria de Rebocos de Portugal, com o intuito de compreender e validar a sua aplicabilidade. Esta metodologia consiste na implementação de cartas de controlo univariado e multivariado, tanto para a Fase I como para a Fase II do Controlo Estatístico do Processo (SPC). Com os resultados obtidos pretende-se concluir quanto à sensibilidade das duas abordagens, univariada e multivariada, do controlo estatístico do processo. Todo este estudo permite ainda uma avaliação da estabilidade e da capacidade dos processos produtivos da referida empresa, contribuindo deste modo para o crescimento e desenvolvimento sustentável da mesma através da identificação das causas responsáveis pela variabilidade existente nos seus processos e consequentemente das respetivas ações corretivas.

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Palavras-chave

Controlo Estatístico do Processo Variabilidade Independência Cartas de Controlo Controlo Multivariado do Processo Melhoria de processos

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