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FCSH: DCE - Teses de Doutoramento

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  • Jovens institucionalizados: as suas perceções sobre os seus problemas escolares e as relações com os seus pares
    Publication . Dias, Ana Rita Monteiro; Vieira, Maria do Carmo; Gonçalves, Carolina Maria Dias
    O presente estudo pretende compreender de que modo os jovens em acolhimento residencial (AR) vivenciam a escola e a sua relação com os seus pares. Considera-se que conhecer as perceções destes jovens permitirá compreender as suas dificuldades e perspetivas futuras com reflexos no seu desempenho académico, na medida em que há poucos estudos sobre esta temática, particularmente na área da Educação. Por sua vez, conhecer as relações com os pares permitirá compreender a rede de suporte destes jovens. Com base numa metodologia de estudo de caso, participaram neste estudo dez jovens do género masculino, com idades compreendidas entre os 13 e os 18 anos, que se encontram em AR. Os jovens, participantes no estudo, estão a frequentar um curso PIEF ou um curso profissional no IEFP. Para analisar este estudo foi feita uma análise de dados, através de documentos, teste sociométrico, questionários, histórias de vida e entrevistas. A informação recolhida permitiu o cruzamento dos dados para compreender de que forma os jovens experienciam a escola e a relação que estabelecem com os seus pares, bem como com os seus professores, cuidadores e familiares. Os resultados permitem afirmar que educar e cuidar destes jovens é fundamental, na medida em que desenvolvem as suas habilidades sociais e académicas. Escolas e casas de acolhimento devem trabalhar em conjunto para que os jovens possam aprender, ampliar os seus conhecimentos e aprimorar as suas habilidades para vingarem no futuro. A relação com os professores, cuidadores, familiares e pares também é importante para a sua vida pessoal, académica e profissional.
  • Os materiais didáticos no ensino de chinês como língua estrangeira em Portugal
    Publication . Jionghao, Zhao; Silva, Maria do Carmo Vieira da
    Uma nova língua é uma porta aberta para uma nova cultura, mesmo quando não se viaja. A aprendizagem de língua chinesa contribui para que o aluno português tenha oportunidade de vislumbrar uma sociedade diferente daquela em que está inserido, tendo contacto com a cultura e os valores da China. Neste sentido, as pessoas que querem conhecer outros mundos têm normalmente muita vontade de aprender línguas estrangeiras e conhecer culturas de países diferentes. A aprendizagem de línguas estrangeiras é alcançada sobretudo através de atividades pedagógicas formais em sala de aula. Como as atividades pedagógicas dependem muito da utilização dos materiais didáticos (MD), esta tese centra-se numa reflexão e pesquisa sobre o desenvolvimento dos critérios de elaboração e utilização de MD no ambiente comunicativo. O estudo empírico desta tese desenvolve uma investigação de cariz misto (quantitativo e qualitativo) que procura conhecer e caracterizar quer os MD de ensino de chinês em Portugal, quer a atuação e conhecimento dos profissionais da área do ensino de chinês como língua estrangeira (LE). Como consequência, os sujeitos deste estudo são docentes e alunos de chinês nos Institutos Confúcio em Portugal. A recolha de dados foi feita através de um inquérito por questionário online e entrevistas presenciais, tendo sido constituída uma população de 40 professores e 300 alunos. Para o tratamento dos dados obtidos foi utilizado o programa estatístico SPSS. Os resultados principais desta investigação incidem sobre o ensino e o MD ao nível do comportamento de um ensino eficaz, contribuindo para a divulgação da importância de criar critérios no trabalho de elaboração quer do livro(s) didático(s), quer do planeamento curricular associados à prática pedagógica em aulas de chinês como LE em Portugal. Os resultados permitem, ainda, uma reflexão sobre o esquema que exemplifica os critérios de elaboração de MD, a possibilidade de ser orientado pelo planeamento curricular ligado aos conteúdos em aula e a utilização de ferramentas tecnológicas e de outros recursos didáticos que ajudem os professores na sua prática de ensino eficaz, ajudando igualmente os alunos na aquisição dos diversos conhecimentos, num ambiente de relação de confiança entre professor e alunos.
  • O Instituto de Odivelas: A Educação Feminina entre a Tradição e o Sucesso Escolar
    Publication . Loureiro, Maria de Lourdes Mendes Antunes de Beltrão; Justino, David
    A presente dissertação titulada “O Instituto de Odivelas: A Educação Feminina entre a Tradição e o Sucesso Escolar” tem como objetivo compreender de que forma as características de organização do Instituto de Odivelas, uma escola militar, com internato e frequência restrita ao sexo feminino, contribuíram para o sucesso das suas alunas, conforme é reconhecido pela comunidade escolar e pela investigação empírica ao longo da sua existência. Na fundamentação teórica privilegiámos os contributos de Foucault, Wagner, Durkheim e Perrenoud em relação, respetivamente, aos seguintes conceitos: disciplina, liberdade, valores sociais e moral social, e sucesso. Abordámos, ainda, a educação feminina, tentando esclarecer o papel da mulher na sociedade, tendo em conta os marcos históricos da Implantação da República, o período do Estado Novo e do pós 25 de Abril. Inicialmente, a nossa abordagem compreendia um período longo da existência do Instituto de Odivelas, uma vez que decidimos estudar esta organização desde a sua criação, por decreto real em 9 de março de 1899, até ao ano de 2011, tentando compreender a sua génese e salientando os seus marcos estruturantes. Porém, tendo posteriormente sido tomada a decisão de extinguir o Instituto de Odivelas, justificou-se prolongar este quadro temporal até à sua extinção em 2015. Esta opção deveu-se à consciência de que só poderíamos compreender este caso a partir de um olhar que realçasse a longa duração. Na abordagem qualitativa desta investigação, por forma a elaborar uma análise histórico-estrutural, recorremos a fontes arquivísticas, tais como documentos oficiais (Ordens do Exército, regulamentos internos, processos de alunas, relatórios, discursos das lições inaugurais das cerimónias de Abertura Solene, descrições e comunicações externas), legislação (Diários do Governo e Diários da República), notícias de jornais e revistas, álbuns de fotografias e vídeos de acontecimentos. Esta pesquisa revelou-nos que o Instituto de Odivelas, ainda que tenha sofrido várias reorganizações em diferentes épocas históricas, incluindo a alteração da sua própria designação por diversas vezes, manteve um fio condutor na sua missão e nas bases da sua educação. Revelou-nos, ainda, que o seu modelo de ensino e aprendizagem em contexto de forte regulação institucional, proporcionada pelo regime de internato, potenciou o desempenho escolar dos alunos. Nesta organização, baseada numa estrutura hierárquica, destacou-se a disciplina ligada à moral como indispensável à formação das alunas, para a qual também contribuíram profundamente os símbolos e as tradições da escola, assim como o ambiente físico e o empenho e dedicação de todo o pessoal, desde os funcionários aos professores e à direção, estabelecendo-se relações entre todos de forma a influenciar a educação das alunas para atingir os fins que constavam nos estatutos do Instituto: educar as alunas a nível inteletual, físico e moral. O caráter prático, completo e abrangente da educação as alunas manteve-se do princípio ao fim da existência da escola, evidenciado pelas disciplinas de puericultura e de culinária, consideradas mais tradicionais e ligadas ao papel da mulher como esposa e mãe, tendo-se introduzido disciplinas, como instrução militar, que sempre fizeram parte do mundo masculino, mas que na sociedade atual também estão ligadas ao papel da mulher, formando assim alunas com um perfil que aliava o tradicional ao moderno para potenciar o seu desempenho e a sua integração na sociedade.
  • A institucionalização das discussões nas ciências da educação no complexo parlamentar português (1976-2009)
    Publication . Lopo, Teresa Paula de Matos Costa Teixeira; Bernardo, Luís Manuel
    A conceção de política democrática deliberativa e a expectativa normativa que nela se joga pressupõem, no quadro teórico em que se esteou este trabalho, que os processos políticos de formação racional da opinião e da vontade com um estatuto periférico possam ser decisivos para o desenvolvimento político. Entendemos, aqui, o conceito de periferia no sentido cunhado por Habermas, isto é, situado por relação com um modelo de circulação da comunicação pública, mediado por uma estrutura reticular (esfera pública), que liga um centro com capacidade de decisão (onde se inclui o complexo parlamentar) e uma periferia (ramificada, por sua vez, em múltiplas esferas públicas que se especializam pelo seu conteúdo funcional) com capacidade de influência. Dando inteligibilidade a esta perspetiva, quisemos compreender, para uma linha temporal que abrangeu os anos de 1976 a 2009, como é que o discurso público sobre a educação, produzido na esfera especializada das ciências da educação, se organizou nas condições específicas da democracia portuguesa e como é que influenciou a decisão dos governos e dos partidos com representação parlamentar sobre políticas educativas. Entre as principais conclusões deste trabalho, destacamos que a formação de professores e o currículo foram os dois eixos mobilizadores das discussões públicas sobre políticas educativas que se mantiveram constantes entre julho de 1976 e outubro de 2009. Sobre a formação de professores, verificámos a inscrição da origem da discussão na esfera especializada das ciências da educação e, adicionalmente, a sua capacidade para tornar, entre julho de 1976 e julho de 1987, o tema politicamente relevante. Verificámos, ainda, que se destacaram nessas discussões valores da educação que orientando-se para finalidades externas não tinham outro valor senão o de meios, e em que, na verdade, o aluno futuro-professor e o professor em exercício não alcançam valor, nem poderiam, uma vez que se mantêm, ao longo do tempo, sempre impreparados e desprovidos dos saberes necessários para o desempenho da sua função. A partir de agosto de 1987, todavia, a formação de professores deixa de ser um tema predominante nos discursos pedagógicos oficiais, o que sugere, paradoxalmente, que a incapacidade para manter o tema politicamente relevante foi concomitante à consolidação da esfera especializada das ciências da educação e à institucionalização social das ciências da educação. Já sobre o currículo, verificámos a inscrição da origem da discussão no centro político, bem como, uma maior diferenciação de temas, valores da educação e crenças entre produções discursivas dos atores relevantes (cientistas da educação), ainda que essa diferenciação remeta para um alinhamento dos fluxos comunicativos que foram recebidos, reelaborados e reenviados para o centro político com alterações introduzidas no ordenamento jurídico e que, adicionalmente, para o centro político só a avaliação do currículo (avaliação dos alunos e das escolas) e, exclusivamente, para o período entre outubro de 1999 e outubro de 2009, se manteve como tema predominante nos discursos pedagógicos dos governos e dos partidos políticos. Sobre o processo de deliberação e a institucionalização das decisões, que só podemos estudar entre julho de 1976 e julho de 1987, verificámos que o exame discursivo das iniciativas legislativas em discussão foi precedido pela apresentação de informações sobre o contexto, trazendo o saber empírico à discussão, ou enquadrando-a pelas normas existentes. Verificámos que foram apresentados razões (argumentos) pelo governo e por todos os partidos políticos para justificar os princípios valorizados, encontrando-se nexos discursivos com os seus discursos pedagógicos e as discussões públicas na esfera especializada das ciências da educação, que houve participação equitativa em discursos e em condições de comunicação que permitiram o movimento livre de contribuições, informações e argumentos, e que, em função dessa troca de argumentos foram produzidos nos textos os ajustamentos necessários para que se obtivesse da parte de todos os partidos políticos uma concordância normativa.
  • Arte, Formação e Educação: Narrativas sobre os percursos de formação de seniores institucionalizados. Estudo de caso
    Publication . Costa, Joana Angélica da; Silva, Maria do Carmo Vieira da
    A presente investigação insere-se na área de especialização de Educação e Psicologia do curso de doutoramento em Ciências da Educação. A finalidade é pesquisar as narrativas dos percursos de formação de seniores institucionalizados no ofício da arte, bem como a repercussão dessas narrativas para aqueles que narram e para a formação de novos aprendizes do referido ofício. A investigação desenvolvida é motivada pelas experiências exitosas na direção da partilha dos saberes dos idosos, designados no Brasil de “Tesouros Vivos” – anteriormente designados “Mestres da Cultura Popular” – e dos “Mestres do Mundo”, do projeto ALICE, em Portugal. Constituem-se objetivos da presente tese recolher os testemunhos de idosos institucionalizados, no Brasil e em Portugal, portadores de um saber de ofício específico – a arte e a arte-educação - bem como mensurar o seu possível legado aos novos aprendizes do referido ofício. Os nossos objetivos passam, ainda, por trabalhar com outras formas de construir e partilhar os saberes, bem como fomentar o exercício da função formadora e educativa a partir de idosos institucionalizados. Iniciamos por refletir a respeito de variados conceitos como seja velho, bem como as questões sociais e culturais acerca da velhice e das instituições de acolhimento desses sujeitos. Em seguida, refletimos sobre a educação e a formação ao longo da vida, espaços educativos para velhos, bem como o modo de partilhar os conhecimentos por eles construídos. Em especial, abordamos a educação artística, a arte-educação e a educação estética, assim como as estratégias educativas, como a as trocas de saberes, educação oral, conhecimento tácito, educação forma e informal. Subsidiam a presente investigação Santos (2000) com as Epistemologias do Sul, Freire (1999) com Educação Dialógica, Duarte Júnior (2000) com O saber sensível e o saber inteligível, Josso (2004), Ricoeur (2002), Pineau (1993) e Souza (2014) com as narrativas, memória, biografia, autobiografia e histórias de vida e formação, entre outros. Consideramos, para o estudo que levámos a cabo, o paradigma interpretativo, que é a metodologia que possibilita a compreensão singular e plural que a ciência da educação naturalmente impõe. Portanto, o desenho metodológico na presente investigação configurase como um Estudo de Caso centrado em idosos artistas residentes na Casa do Artista, em Lisboa, e no Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, no Brasil. A História de Vida e Formação, História Oral e Investigação-Ação fazem parte do modelo multimetodológico da pesquisa. Como instrumentos e técnicas, usamos a Entrevista Semiestruturada, as Rodas de Conversa, o World Café, a Observação Participante, os Dispositivos Multimédia e as Notas de Campo. Os dados obtidos na pesquisa empírica com 20 idosos artistas e 10 estudantes do curso de arte leva-nos a concluir que é possível trabalhar com outras formas de construir e partilhar os saberes, ampliando assim o lugar e o modo de produção do conhecimento a partir do repertório dos idosos institucionalizados. Quando fomentamos o exercício da função formadora e educativa a partir das narrativas dos idosos institucionalizados, colocando-os como agentes ativos e protagonistas do seu saber de ofício, os resultados foram exitosos. Os desdobramentos e a repercussão para a formação de novos aprendizes, estudantes de licenciatura da Escola Superior de Teatro e Cinema, em Portugal, também se mostraram exitosos. Uma recomendação que propomos, de forma particular, vai na direção da educação estética e do significativo programa da DGE e do MEC quanto ao PEEA, para que se possa olhar para as instituições de idosos como lugar repleto de conhecimentos a serem explorados. Outra recomendação é dirigida às universidades no que diz respeito a repensar os currículos e as práticas educativas fora da sala de aula convencional. Que, a esse respeito, as visitas de estudo possam ser fomentadas bem como possam estender-se a outros lugares de visitação, como as instituições de acolhimento da pessoa idosa – um celeiro repleto de valiosas sementes prontas ainda a dar frutos, um lugar repleto de tesouros vivos, um património histórico e cultural de um povo.
  • Práticas e representações acerca da retenção escolar
    Publication . Santana, Maria Raquel Rodrigues; Almeida, Sílvia
    A retenção escolar é assumida como uma problemática dos sistemas de ensino sendo que no nosso país assume as taxas mais altas dos países analisados pela OCDE. Portugal apresenta também grandes disparidades em termos territoriais no que respeita às características socioeconómicas, ao desempenho escolar dos alunos e às taxas de retenção escolar sendo estas características mais acentuadas negativamente no interior. A recorrente aplicação da medida de retenção pode ser explicada pelo facto de a representação acerca do seu benefício estar enraizada na cultura escolar. Os objetivos centrais do presente estudo são identificar as representações dos diferentes atores (diretores, alunos, encarregados de educação (EE) e professores) acerca da retenção escolar em nove agrupamentos de escola da Região do Alentejo bem como comparar essas mesmas representações entre os diferentes atores, entre os diretores dos agrupamentos de acordo com os clusters onde se inserem e entre os professores de acordo com o seu ciclo de lecionação. Para tal, foi selecionada uma metodologia de investigação mista partindo de uma análise de clusters para a constituição da amostra, constituída por quatro grupos: 9 diretores escolares, 30 alunos, 30 EE e 313 professores tendo-se obtido as representações dos primeiros três grupos através de uma entrevista e do quarto grupo através de um questionário. Para a análise dos resultados foi usado o método da análise de conteúdo para as entrevistas e usado o método de análise estatística e de conteúdo para o questionário. Os resultados indicam a existência de flexibilização na aplicação da medida de retenção e o facto de a decisão assentar na análise de critérios subjetivos. Para os alunos e professores a medida é benéfica e entendida como corretiva/punitiva. Pelos alunos e EE é entendida como justa. Os motivos de retenção relacionam-se com os alunos ou família/contexto o que reforça a importância da adoção de medidas específicas a cada contexto. São reconhecidas formas de envolvimento entre os EE e a escola nomeadamente a comunicação, apesar de os motivos da mesma poderem constituir uma barreira. O apoio ao estudo é a medida mais recorrentemente aplicada sendo considerada como ineficaz o que nos faz refletir sobre se a superação das dificuldades do aluno não ficou aquém do que seria expectável. O encaminhamento dos alunos com retenções repetidas para outra oferta formativa é considerado ser a melhor solução para concluir a escolaridade obrigatória. Os resultados relativos à visão face à retenção escolar dos diretores e professores não são conclusivos. Nas lideranças escolares existem representações opostas e estas podem determinar a forma de atuação do agrupamento perante a retenção ou insucesso escolar. Pelos EE são adotadas medidas de apoio ao educando após a 1ª retenção, ainda assim a manutenção ou a desistência das mesmas após a 2ª retenção pode indicar impossibilidade ou incapacidade e até mesmo conformismo e falta de investimento do EE perante o insucesso reiterado do educando. As expectativas e aspirações futuras dos alunos e EE não vão para além da conclusão da escolaridade obrigatória e procurar um emprego indicando o baixo valor atribuído à escola.
  • A informatização da escola pública: O desafio da literacia digital na cultura do desempenho nas aulas de língua materna
    Publication . Silva, Marilucia Maria da; Silva, Maria do Carmo Vieira da; Gonçalves, Carolina Maria Dias
    Os desafios e as exigências de inclusão das tecnologias móveis na ação educacional têm-se evidenciado na era da informação. Sendo, por isso, necessário explorar novas oportunidades de aprendizagem proporcionadas pelas tecnologias digitais, considerando os celulares, Tablets e smartphones como ferramentas de aprendizagem na atual cultura mobile learning. Este estudo teve como objetivo analisar os desafios dos docentes da escola pública em integrarem as novas tecnologias digitais à prática educativa na contemporaneidade e pretende ser um contributo para a integração dos dispositivos móveis ao processo de ensino e aprendizagem. Os dados da investigação foram recolhidos e analisados conforme os padrões de natureza qualitativa e quantitativa, através de entrevistas a professoras e de inquérito por questionário, aplicado a 182 estudantes do Ensino Médio, numa Escola de Referência em Ensino Médio da Rede Pública do Estado de Pernambuco. Os dados coletados indicaram, entre outros fatores, a familiaridade destes jovens com a rede social Facebook para criação do ambiente de aprendizagem. A análise dos dados obtidos permitiu ainda concluir que, com a novidade da integração de dispositivos móveis como ferramentas de apoio às atividades de aprendizagem em sala de aula, os estudantes adaptaram-se rapidamente ao novo espaço de aprendizagem e incorporaram naturalmente os seus próprios celulares para estudo e leitura. O espaço virtual constituiu uma extensão da sala de aula e foi uma ferramenta mediadora de aprendizagem, pois possibilitou tirar dúvidas e aprender quando era mais pertinente. Para além disso, permitiu um contato permanente com os conteúdos curriculares propostos pelo sistema de ensino e ampliou as práticas de leitura para além das obrigatórias, possibilitando a interatividade entre educador e educando, bem como entre os educandos. Elevou ainda a motivação do educando para a construção do conhecimento em Língua Portuguesa e o aperfeiçoamento das possibilidades de compartilhamento de saberes com a comunidade de aprendizagem na rede social on-line Facebook.
  • A comunicação como um negócio: jornalismo empresarial X relações públicas
    Publication . Barros, Anne Carolyne Carlos; Ferreira, Ivone; Silva, Marisa Torres da
    O cenário da comunicação agrega novas possibilidades no processo de transmissão de informação e construção de notícia em múltiplas perspectivas. No ambiente organizacional, a atuação de jornalistas representa um aspecto singular do campo limítrofe entre as atividades do jornalismo e as funções das relações públicas, no espaço comum do jornalismo empresarial. Por isso, com este trabalho, buscamos promover o debate e compreender o enquadramento desta disciplina mediante a amplitude de terminologias, as tradições distintas por espaços geográficos, os perfis profissionais, o cruzamento de práticas similares e/ou associadas e até mesmo por linhas de pesquisa distintas dentro da comunicação. Após, a exposição literária, observamos que o jornalismo empresarial não existe em Portugal por representar designação e área científica dentro do terreno das relações públicas; enquanto no quadro brasileiro, a disciplina se aproxima do jornalismo pelo perfil do profissional e o regimento do órgão nacional de classe – o que oportuniza uma caracterização de jornalismo. O presente estudo contribui assim para mais uma revisão de fundamentos no campo da comunicação social, em vistas à diversidade e à riqueza de práticas e conceitos similares/híbridos/sobrepostos.
  • ORGANIZAÇÃO ESCOLAR NUM PROJETO DE EQUIDADE SOCIAL
    Publication . Perdigão, Rute Isabel Ramos; Justino, David
    O estudo denominado “Agrupamentos e Culturas Escolares – Organização escolar num projeto de equidade social” pretende estudar o fenómeno dos agrupamentos de escolas com a agregação e convivência de diferentes culturas escolares e culturas profissionais docentes. Procura, igualmente, relacionar o impacto do reordenamento da rede educativa com o aumento da escala organizacional e de uma melhor afetação e rentabilização de recursos, racionalização das ofertas e das soluções educativas. O agrupamento, enquanto unidade organizacional provida de diversas culturas escolares, integra um sistema de liderança que potencia uma capacidade organizacional de mobilização das diferentes culturas profissionais docentes na procura por uma identidade e cultura próprias, na prossecução dos objetivos comuns de uma visão/missão partilhada e de uma maior coerência do projeto educativo (verticalização de percursos educativos e organização pedagógica de trajetos escolares) em torno da equidade social, igualdade de oportunidades, na promoção da formação e sucesso pessoal, social e profissional dos alunos. Esta nova realidade organizacional desafia os seus atores para novas lógicas de ação e de sociabilidade e incorpora metas por excelência: a eficácia e a eficiência. Pretendemos compreender e explicar como se expressam e refazem essas culturas, as dinâmicas que esses processos de mudança organizacional sustentam, os bloqueios que não raramente se manifestam através do conflito, do mal-estar ou da resignação e desmotivação dos atores. É nestes processos de mudança organizacional escolar que emergem as lideranças capazes de apontar um propósito e de mobilizar os recursos para a sua prossecução, mas também onde despontam dirigentes que se escudam na prática burocrática como forma de disfarçar a sua incapacidade de mudar. Trata-se de uma investigação de natureza qualitativa, que incorpora um estudo exploratório a agrupamentos de tipologia vertical e horizontal e a escolas não-agrupadas e, posteriormente, uma rede de casos correspondente a cinco agrupamentos verticais. A metodologia selecionada traduziu-se na realização e análise de conteúdo de entrevistas semiestruturadas a diretores e a docentes de diferentes níveis e ciclos de ensino, representativos de distintos grupos profissionais docentes; na análise documental a dispositivos de conceção e planificação do currículo, de execução da ação educativa: Projeto Educativo, Regulamento Interno, Carta de Missão, Relatório de Avaliação externa e outros documentos; e na observação de elementos organizacionais (planta da sala, composição, representatividade) e dinâmicas sociológicas no Conselho Pedagógico de cada unidade orgânica. Os resultados revelam que os agrupamentos de escolas efetivam, na agregação de diferentes culturas escolares, a ação colaborativa entre distintas culturas profissionais docentes e de um sistema de liderança em prol da articulação, sequencialidade e qualificação das aprendizagens.
  • Formação de Professores de Língua Portuguesa no Ensino Superior em Tianjin/China: As Práticas Pedagógicas no Contexto Mundial da Globalização
    Publication . Hu Jing; Silva, Maria do Carmo Vieira da
    Na China, desde 2005, verifica-se uma grande demanda da aprendizagem do português. Com efeito, a formação de professores de português destaca-se como um fator determinante. A formação docente na China tem sido, no entanto, questionada e criticada, envolta pelo discurso da necessidade de reforma do ensino e das práticas pedagógicas. Esta questão deve ser compreendida no plano estrutural e conjuntural da sociedade para se evitar o risco de fragmentar a realidade e isolar o processo do conjunto do movimento da sociedade. Neste contexto, o presente trabalho centra-se no estudo da formação de professores de língua portuguesa (LP) no contexto da globalização, discute principalmente a formação de professores de LP na China, com o objetivo de contribuir para a elaboração de propostas de ação que promovam uma prática pedagógica mais consciente, que possibilite o resgate da dimensão qualitativa na formação de professores de LP, superando as fragilidades existentes no processo de ensino e de aprendizagem atuais da LP. Os objetivos gerais da investigação são dois: 1. Analisar os processos de formação de professores e do ensino e aprendizagem da LP em Tianjin/China articulando-os com o fenómeno da globalização; 2. Contribuir para uma melhoria dos processos de ensino e de aprendizagem da LP, adequados às necessidades da sociedade global. A abordagem metodológica utilizada é uma metodologia mista, qualitativa e quantitativa, com recolha de dados primários realizada através de questionários, entrevistas e observação direta, que permitiu a confirmação e/ou refutação das hipóteses levantadas.