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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Os edifícios têm um papel de destaque na redução das emissões de GEE (gases de efeito de estufa) e no cumprimento das metas de Quioto, sendo responsáveis por aproximadamente 40% do consumo final de energia na UE (União Europeia). As Instituições de Ensino Superior (IES), como centros de vários ramos do saber, formadoras e modelos para a sociedade, devem assumir uma maior exigência e responsabilidade quanto à sustentabilidade das suas actividades.
Este trabalho contribui para o diagnóstico energético de alguns dos edifícios pertencentes ao campus da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT-UNL). São por isso objectivo do trabalho a realização de questionários sobre os comportamentos de alunos, docentes e funcionários não docentes acerca da utilização da energia no campus, bem como a realização de estimativas de consumo de energia para os vários usos, o estudo da envolvente dos edifícios através de termografia e a avaliação do cumprimento das normas que recomendam os valores de iluminância para espaços interiores.
Identificaram-se várias ineficiências nos edifícios estudados, entre elas a falta de isolamento das pontes térmicas, a falta de manutenção das luminárias e a utilização de iluminação artificial quando existe luz natural.
Este trabalho concluiu que os edifícios com actividades laboratoriais possuem nestas actividades o maior consumo de energia eléctrica. Nos edifícios sem laboratórios, a climatização é efectuada através de chillers, constituindo o maior consumo de electricidade. A intensidade eléctrica por metro quadrado é superior aos valores de referência do Reino Unido e França, para alguns laboratórios e administração. As emissões de CO2e per capita associadas a cada um dos edifícios estudados e ao campus da FCT/UNL são superiores ao melhor classificado Green League 2008.
Os comportamentos da população inquirida da FCT/UNL possuem um elevado potencial de poupança, principalmente no consumo stand by e off power dos equipamentos de escritório e na utilização dos equipamentos de climatização, através da correcta regulação da sua temperatura. Nos laboratórios a falta de manutenção dos equipamentos e o consumo off power são pontos de ineficiência.
Existe assim, um potencial de poupança elevado, apenas com medidas simples, que pode atingir os 15%.
Descrição
Dissertação apresentada na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa para a obtenção do grau de Mestre em Engenharia do Ambiente, perfil Gestão e Sistemas Ambientais
