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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Partindo de algumas considerações sobre o lugar das materialidades num discurso historiográfico construído especificamente a partir de fontes escritas, e sobre as possibilidades deste tipo de fontes para o estudo da cultura material, este artigo procura caracterizar as diversas realidades designadas pelo termo ‘casal’ nos documentos dos séculos X a XII relativos ao Entre-Douro-e-Lima. O “século de Afonso Henriques” assistiu à afirmação desta unidade como um dos elementos chave na organização do espaço agrário e do habitat rural minhotos, por força do processo de senhorialização. Marcou, por isso, a passagem de um tempo em que a palavra ‘casal’ se caracterizava ainda por uma grande abertura de sentido, podendo nomear realidades consideravelmente distintas no plano morfológico, para um outro tempo em que se assiste à crescente estabilização do seu significado, enquanto unidade familiar de povoamento e de exploração rural. Precisamente o sentido que os séculos finais da Idade Média, e desde logo as Inquirições Gerais da primeira metade do século XIII, viriam a fixar. A análise da morfologia do casal assume-se, assim, como uma verdadeira sondagem à organização do espaço rural neste território, e como um dos principais indicadores de um conjunto importante de mudanças introduzidas ao longo do século XII.
Descrição
SFRH/BPD/84858/2012
Palavras-chave
História Rural Paisagem Povoamento Minho Alta Idade Média
Contexto Educativo
Citação
Editora
CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar «Cultura, Espaço e Memória»
