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Orientador(es)
Resumo(s)
A «alteridade», conceito que serve de ponto de partida a este dossier, é aqui entendida como uma ideia genérica derivada da noção de «o outro», alguém que não pertence ao grupo. Alfred Schütz designou tal pessoa como «um estranho», alguém que não faz parte dos padrões culturais de uma determinada sociedade. Ou seja, o fenómeno de alteridade envolve duas ou mais partes que não partilham os mesmos sistemas culturais de referência. Muitas vezes ela implica exclusão e rejeição, mas ao mesmo tempo é parte integrante da construção das identidades individuais e autoconsciência do grupo. Convém, porém, sublinhar que as diferenças culturais podem ser estudadas não só entre sociedades diferentes, mas também no âmbito de uma mesma sociedade. O «estranho» pode estar em qualquer lugar e interagir com outra cultura de fora ou de dentro. O que importa é a existência de diferença e interação. A religião é um campo particularmente interessante para estudar relações interculturais, dado que as normas e valores religiosos são muitas vezes (ou sempre) prescritivos e absolutos. Considerar a interação entre indivíduos de diferentes crenças religiosas permite-nos analisar de que modo a ideia de «diferença» se articula com as noções de «identidade» e «alteridade».
Descrição
UID/HIS/04666/2013
SFRH/BPD/84345/2012
SFRH/ BPD/71652/2010
Palavras-chave
Alteridade Religião transculturação Mundo luso-hispânico Impérios ibéricos Época Moderna
