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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Em “Da insaciabilidade no caso ou ao mesmo tempo um milagre”, de Hugo Calhim Cristovão e Joana von Mayer Trindade e (2017), quatro performers atiram-se para o solo e o ar insistentemente: caem, saltam, correm, giram, dobram- se, encavalitam-se, arqueiam-se, baixam-se, empurram-se, suspendem-se, prendem-se, torcem-se, agarram-se, entalam-se, largam-se, rastejam, lutam e ficam. A sua performance leva o corpo que dança ao limite daquilo que seria por este suportável num grito mudo por uma vida maior. A matriz geométrica da composição do espaço entre os performers, e entre as linhas que os ligam à presença de Almada Negreiros (o autor que influenciou esta peça coreográfica), torna-se o caminho percorrido para a metamorfose do corpo que dança. O esforço incessante daqueles performers tende para a “sensação de um máximo de potência”, seria isso a vida, enquanto a sua realidade mais profunda é esse querer (do querer) e não apenas a sua conservação — eles lutam por se expandir (Nietzsche, VP, II, 41).
Descrição
UID/FIL/00502/2013
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
