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Mapeamento das necessidades de energia para aquecimento e arrefecimento ao nível das freguesias em Portugal: implicações para a análise do conforto térmico nas habitações

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As atuais políticas da União Europeia apontam para a redução do consumo de energia final e aumento da eficiência energética. Neste contexto, os edifícios afiguram-se como um dos responsáveis por uma quota significativa do consumo de energia nos Estados-membros, tendo constituído um dos alvos primordiais destas políticas. Destaca-se a sua climatização, relevante quer pela importância para a saúde e bem-estar das pessoas, como pelo elevado consumo de energia associado. No entanto, o cumprimento dos objetivos de redução do consumo de energia final não deverá colocar em causa o acesso e garantia de condições de conforto térmico nos edifícios residenciais. Em Portugal, um edificado antigo com baixo desempenho energético, sistemas de climatização inexistentes e/ou pouco eficientes e um nível de pobreza energética considerável constituem fatores que colocam em risco a manutenção das condições adequadas de conforto térmico nas habitações. O presente estudo tem como objetivo a avaliação do estado de conforto térmico nos alojamentos residenciais de todas as freguesias de Portugal continental e regiões autónomas, de acordo com a mais recente organização administrativa do território e o regulamento de desempenho energético de edifícios de habitação (REH). Foi desenvolvida uma metodologia bottom-up para o cálculo das necessidades de climatização para o conforto térmico, com recurso à criação de tipologias de edifícios específicas para as regiões do país, e uma metodologia top-down para a estimativa dos consumos efetivos, a partir dos consumos municipais de energia final para o setor residencial. A diferença ou gap entre estes dois indicadores permitiu avaliar o nível de satisfação das necessidades de energia para as condições de referência de conforto térmico. Foi efetuada uma análise de sensibilidade, através de dois cenários, a parâmetros determinantes das necessidades energéticas, nomeadamente a área climatizada e duração de climatização. Os resultados foram mapeados utilizando o software QGIS. No cenário de referência, em que se considera que 100% da área dos alojamentos é climatizada, durante 24 horas por dia, todas as freguesias apresentaram um gap superior a 60%, para aquecimento e arrefecimento, sendo que o gap global do país corresponde, respetivamente, a 92 e 96%. Relativamente aos cenários, nos quais se reduziu a área e duração de climatização de acordo com a zona climática, verificou-se a anulação do gap de uma parte significativa das freguesias. Identificaram-se as freguesias das regiões Beiras e Serra da Estrela e Terras de Trás-os-Montes como as mais vulneráveis no Inverno e as freguesias da região da Beira Baixa como as mais vulneráveis no Verão, devido aos elevados gaps que apresentam. Esta dissertação permitiu analisar com elevado detalhe espacial, o nível de conforto térmico associado às temperaturas de referência durante as estações de aquecimento e arrefecimento em Portugal. Considerando condições menos exigentes que as previstas no REH, podem ser verificadas as seguintes situações: a) anulação do gap das freguesias, resultado de um padrão temporal e espacial específico de climatização, sem prejuízo do conforto térmico; b) manutenção de gap elevado, que resulta do elevado nível de pobreza energética da população.

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conforto térmico consumo de energia des energéticas de aquecimento e arrefecimento gap alojamentos Portugal

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