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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Nos últimos anos, com o aumento da população mundial e a sobre-exploração dos recursos naturais (devido à mineração, agricultura e industria), a poluição dos solos (nomeadamente com arsénio) tem gradualmente aumentado. Neste enquadramento, neste estudo, caracterizou-se a deposição e o teor médio do arsénio nas zonas mineiras de Neves-Corvo e de São Domingos, para definição e implementação de um ensaio experimental de fitorremediação no Campus da Faculdade de Ciências e Tecnologia / Universidade Nova de Lisboa. Após transplantação e aclimatação das plantas da Eucalyptus globulus Labill e E. nitens Deane & Maiden, com 11 e 17 meses de idade, respetivamente, entre Janeiro e Julho de 2015, as plantas foram submetidas a 33 e 66 mg de As Kg-1solo. Procedeu-se então a uma caracterização bimensal da cinética de absorção e translocação do arsénio para a parte aérea, aferindo-se ainda os parâmetros de crescimento e as taxas de síntese de fotoassimilados. Face ao aumento da concentração de arsénio no solo, verificou-se o aumento dos respetivos teores nas raízes (até 102,2 e 133,3 μg As g-1peso seco, na E. globulus e E. nitens, respetivamente) e nas folhas (até 11,64 μg As g-1peso seco na E. nitens). Constatou-se ainda que a E. globulus registou uma maior taxa de crescimento, produção de biomassa e maior tolerância ao arsénio. Paralelamente, na E. nitens o tratamento com 200 mg de As apresentou variações significativas, relativamente à parametrização fotossintética, evidenciando-se danos no fotossistema II. Não existindo nenhuma legislação europeia ou nacional que promova, ou impossibilite, a descontaminação de solos por fitorremediação, por ser de interesse público, discute-se, a implementação da E. globulus, como possível solução para a descontaminação de áreas poluídas com arsénio, nomeadamente na mina de Neves-Corvo.
Descrição
Palavras-chave
Arsénio Crescimento vegetal Eucaliptos Fitorremediação
